
Presidente participa da fase política das negociações, enquanto temas centrais seguem sem consenso entre 194 países
Tânia Rêgo/Agência Brasil
A COP30 entra nesta semana em uma fase decisiva, ainda sem acordo sobre pontos prioritários, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retorna a Belém para reforçar as negociações na cúpula do clima da ONU. As discussões, previstas para terminar na quinta-feira (21), podem ser estendidas, como ocorreu em edições anteriores, diante das divergências entre os 194 países participantes.
Nos últimos dias, representantes técnicos e delegações diplomáticas avançaram nas conversas, mas a etapa política, que reúne ministros e chefes de governo, só começa agora. A repórter Isabela Mota, enviada da BandNews FM a Belém, destaca que a chegada de autoridades de alto escalão é crucial para destravar impasses históricos, especialmente sobre financiamento climático e metas de redução de emissões.
O presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago, divulgou um relatório preliminar indicando “alto grau de convergência” entre países, mas reconheceu que pontos essenciais seguem abertos e foram retirados da agenda oficial justamente para evitar o bloqueio total das negociações.
Três temas travam o consenso entre países
Os debates mais sensíveis envolvem assuntos recorrentes nas últimas conferências. Entre eles está o financiamento climático, que trata do compromisso de nações desenvolvidas em aportar recursos para que países em desenvolvimento consigam reduzir emissões sem comprometer o crescimento econômico. A discussão envolve valores, cronogramas e responsabilidades históricas.
Outro ponto é o chamado protecionismo verde. Países do Sul Global acusam economias avançadas de impor barreiras comerciais a produtos supostamente associados ao desmatamento, o que, segundo eles, prejudica sua competitividade no mercado internacional. A disputa reflete o choque entre políticas ambientais e interesses econômicos.
O terceiro impasse é a revisão da meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C, estabelecida pelo Acordo de Paris. Delegações admitem que o compromisso permanece essencial, mas avaliam que o mundo está distante de cumpri-lo. A falta de consenso sobre novas estratégias e responsabilidades emperra as tratativas.
Etapa política e reforço da segurança em Belém
O presidente Lula deve desembarcar em Belém na noite de terça-feira (19) e participar diretamente das negociações a partir de quarta. A expectativa é que sua presença contribua para intermediar posições e fortalecer a agenda brasileira em temas como transição energética, preservação ambiental e justiça climática.
A movimentação crescente de autoridades e manifestantes levou a mudanças no esquema de segurança da Zona Azul. A partir desta segunda-feira (17), foram instaladas novas barreiras, incluindo grades espirais cortantes, após críticas da ONU de que o controle de acesso ainda não era suficiente. Durante o fim de semana, protestos foram registrados nas proximidades da conferência.
Com a reta final das negociações e a possibilidade de extensão do prazo oficial, a semana promete ser determinante para definir o alcance e a ambição dos compromissos climáticos que sairão de Belém.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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