
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, tendo ao lado a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o presidente ta COP30, André Corrêa do Lago.
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
O último dia oficial da COP30, em Belém, começa com expectativa de que um acordo entre os países possa ser anunciado ainda nesta sexta-feira (21). As negociações por um texto final para a Cúpula do Clima seguirão ao longo do dia e uma plenária final pode acontecer ainda no início da tarde caso os negociadores cheguem a um consenso.
A retomada dos trabalhos acontece um dia depois de um incêndio atingir o Pavilhão dos Países, na Zona Azul da COP, perto das salas de reunião. As chamas começaram por volta das 14h de quinta-feira (20) e as negociações foram interrompidas. A ocorrência teria começado dentro de um dos pavilhões, onde um micro-ondas operava acima da capacidade suportada pela rede elétrica do espaço.
Apesar do susto, o local foi liberado ainda por volta das 21h. Mesmo assim, antes do incidente, diplomatas pensavam na possibilidade de que as discussões avançassem pelo fim de semana.
O tempo é considerado decisivo, sobretudo porque qualquer acordo climático global precisa ser aprovado por consenso, o que significa que os 196 países participantes devem concordar com cada detalhe do texto final.
Neste momento, dois temas continuam travando a conclusão das conversas, o financiamento climático, destinado a apoiar países em desenvolvimento, e o futuro dos combustíveis fósseis. Entre as propostas em debate está o plano defendido pelo presidente Lula, que sugere a criação de um “mapa dos combustíveis fósseis”, estruturando um caminho para a eliminação progressiva do petróleo, do gás natural e do carvão mineral.
A iniciativa, porém, enfrenta resistência significativa. Mais de 30 países já indicaram que não pretendem apoiar a redação atual do documento, o que aumenta a pressão sobre os negociadores brasileiros e sobre os mediadores da conferência. Com a COP30 entrando na sua fase final, o desafio é encontrar uma solução que una ambição climática e viabilidade política em um cenário global marcado por disputas energéticas e interesses econômicos divergentes.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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