
Região da Cracolândia esvaziada em SP
Band
Nesta manhã de sexta (16), o repórter Guilherme Oliveira esteve na rua dos Protestantes com a rua dos Gusmões e constatou não ter a presença de nenhum usuário de droga na região.
O jornalista do Grupo Bandeirantes esteve no Serviço de Atendimento Prolongado Álcool e Drogas Boracea, na Barra Funda, e conversou com alguns pacientes. Um deles é o ‘seu’ Martin, que está internado há uma semana na unidade. “Quero dar sequência e ter uma vida longe das drogas”, afirma Martin. Já a Ellen está na unidade há 3 meses e afirma ter ganhado ‘uma força de vontade para ter nova vida’.
Enquanto isso, alguns moradores da região conhecida como Cracolândia comemoravam a liberação das vias por parte dos dependentes químicos. É o caso do Cícero, que disse ter “voltado a abrir as janelas de casa”, depois de quase 10 anos fechadas.
O que dizem as autoridades
Em entrevista à BandNews FM, o vice-governador de São Paulo classificou como "absurda" a denúncia do padre Julio Lancelotti em relação ao possível destino dos usuários da Cracolândia.
Felício Ramuth cobrou a responsabilização do coordenador da Pastoral do Povo por ter divulgado que os dependentes químicos da capital poderiam ter sido levados pela prefeitura paulistana em um caminhão para Guarulhos.
Na quarta-feira, o padre Júlio Lancellotti questionou em suas redes sociais se alguém tinha informações sobre uma mensagem que recebeu e que alertava para o transporte dos usuários de droga da Cracolândia para Guarulhos.
O governador paulista em exercício negou ainda que os usuários estejam espalhados pela cidade, embora reconheceu que possa haver ainda pequenos grupos em alguns pontos.
Segundo Ramuth, pelo menos 1.200 dependentes químicos da região estão em tratamento atualmente em uma das 40 casas terapêuticas criadas pelo governo. “Ministério Público nos acusou de ter criado uma porta-giratória, pessoas entram e saem. Nossa resposta foi que iríamos deixar se internar quantas vezes forem necessárias. Não conheço ninguém que tenha se internado, mesmo em clínica particular, e não tenha tido nenhuma recaída”, destacou ele.
Mais cedo, o prefeito Ricardo Nunes reforçou mais uma vez que não houve espalhamento e que existem pequenos grupos pelo centro, mas que não estavam no fluxo da Cracolândia. O político afirma ser importante não confundir pessoas em situação de rua com usuários de drogas.*Sob supervisão de Michelle Trombelli
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:

