Band News FM
BandNews FM

Cuidado com os efeitos do “rage bait”, palavra do ano segundo a Oxford

Especialista ouvida pela BandNews FM explica impactos psicológicos dos conteúdos ‘raivosos’

LUANA PEREIRA

03/12/2025 • 09:01 • Atualizado em 03/12/2025 • 09:01

A expressão "Rage Bait" ou "Isca de Raiva", na tradução literal, é a palavra do ano de acordo com o dicionário da Universidade de Oxford.O termo significa um tipo de conteúdo criado para provocar indignação, raiva ou choque, com o objetivo de gerar engajamento rápido.O "rage bait" fisga o usuário emocionalmente pelo viés da polêmica ou do choque moral. A Universidade de Oxford escolhe, todos os anos, a expressão que define os acontecimentos e sentimentos do ano. O uso do termo cresceu mais de três vezes em 2025, segundo levantamento da Oxford Languages. “Isso leva a uma apatia generalizada, porque se só coisa ruim aparece pra mim, isso vai baixando meu grau de potência, eu vou ficando cada vez mais apático e isso gera ansiedade. As consequências psicológicas são enormes”, explica a pesquisadora em IA e comportamento pela PUC-SP Laura Hauser. A seleção da Oxford busca refletir os humores e conversas que caracterizaram o ano e os termos finalistas passaram por votação pública.A expressão "rage bait" venceu os finalistas "aura farming", que é ato de cultivar uma "vibe" social positiva e estilosa, e "biohack", que significa a tentativa de melhorar ou otimizar o desempenho físico ou mental com a ajuda da tecnologia. Sobre como se ‘blindar’ dos conteúdos desse tipo, Laura Hauser afirma que há situações diferentes. Se for um discurso de ódio ou como racismo, por exemplo, há necessidade de denunciar. Em outras situações, o indicado é não engajar. De acordo com a Universidade de Oxford, o termo foi escolhido por "jogar luz" aos mecanismos de manipulação emocional e ao impacto da tecnologia sobre o comportamento coletivo.No ano passado, a palavra escolhida foi "brain rot" ou "mente podre". A expressão refletia o esgotamento causado pelo excesso de estímulos digitais de nada acrescentam ao nosso cérebro.

Compartilhar

Tópicos relacionados