
Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad participam de debate na Band
Renato Pizzutto-9.ago.2026/Band
Resumo
O debate eleitoral entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad, realizado nos estúdios do Grupo Bandeirantes em 9 de junho de 2026, abordou intensamente temas de segurança pública e assistência social no centro de São Paulo, com foco nas estratégias para a região da Cracolândia e ações habitacionais na Favela do Moinho.
O embate mediado por Rodolfo Schneider evidenciou divergências sobre a eficácia de programas sociais, com Haddad defendendo o Programa De Braços Abertos e sua atuação conjunta com o Ministério Público, enquanto Tarcísio destacou o fim da Cracolândia por meio de ações integradas entre governo, prefeitura e Judiciário, além da criação de leitos de desintoxicação e casas terapêuticas para dependentes químicos.
A Favela do Moinho foi ponto de disputa sobre autoria das melhorias urbanas, com Tarcísio ressaltando o atendimento habitacional de sua gestão e Haddad reivindicando o papel do Governo Federal nos repasses de recursos e transferência de titularidade do terreno; em julho de 2026, a inauguração da Praça do Triunfo marcou a requalificação urbana da região central.
Os candidatos ao governo de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) protagonizaram um intenso embate sobre a segurança e o atendimento social no centro da capital paulista durante o primeiro debate eleitoral de 2026, realizado nos estúdios do Grupo Bandeirantes de Comunicação neste domingo (9). O debate abordou diretamente as estratégias para a antiga região da Cracolândia e as ações habitacionais desenvolvidas na Favela do Moinho.
O confronto direto, mediado pelo jornalista Rodolfo Schneider, foi organizado pela Band, com transmissão simultânea BandNews FM. No estúdio da Band, os candidatos apresentaram visões divergentes sobre a eficácia de programas de assistência social passados e sobre as recentes intervenções policiais e urbanas na região central.
Divergências sobre assistência social e segurança
Durante a transmissão realizada pela Band, Fernando Haddad defendeu o legado de sua gestão como prefeito de São Paulo, destacando o Programa De Braços Abertos. De acordo com o candidato, estudos de acompanhamento internacional apontam que "dois terços das pessoas atendidas pelo programa deixaram de consumir o crack ou diminuíram muito o consumo a ponto de voltar ao trabalho".
Haddad argumentou que o combate ao tráfico de drogas na região central é de responsabilidade da polícia, e não da prefeitura, defendendo que o papel do prefeito é cuidar da assistência de saúde. Ele apontou ainda que a atuação conjunta com o Ministério Público, por meio de promotores como Lincoln Gakiya, foi fundamental para o desenvolvimento das ações no centro de São Paulo.Em resposta imediata no estúdio da Band, o atual governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, contestou a eficácia do programa anterior e destacou as conquistas recentes de sua administração. Tarcísio celebrou o fim da Cracolândia, resultado de uma parceria direta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo, sob o comando do prefeito Ricardo Nunes. Segundo Tarcísio, a ação integrada com o Judiciário, Ministério Público e forças de inteligência policial permitiu compreender os mecanismos criminosos que movimentavam o fluxo no centro. O governador detalhou a criação de 700 leitos de retaguarda para desintoxicação segura e a abertura de 44 casas terapêuticas para o acolhimento dos dependentes químicos
Debate por recursos e moradia na Favela do Moinho
A Favela do Moinho, localizada na região central da capital paulista, também se tornou ponto de discussão sobre a autoria e os créditos das melhorias urbanas na comunidade. Tarcísio enfatizou que sua gestão realizou um atendimento habitacional amplo na comunidade, oferecendo moradia segura e desocupando áreas anteriormente dominadas por facções criminosas.
Por outro lado, Haddad cobrou o reconhecimento do papel do Governo Federal nas melhorias da comunidade. Ele relembrou o repasse de recursos federais de R$ 180 mil por família, liberados pelo Ministério da Fazenda, além da transferência de titularidade do terreno onde a comunidade está instalada para viabilizar as obras de moradia.
A região central de São Paulo tem sido cenário de intensas transformações recentes. Em 1º de julho de 2026, a gestão estadual e municipal inaugurou a Praça do Triunfo no endereço que antes concentrava o principal fluxo de dependentes químicos, sendo apresentada pelo governo como um marco de requalificação urbana
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