
Jeffrey Epstein morreu em 2019
Divulgação
Resumo
Divulgação de milhares de documentos do Departamento de Justiça dos EUA trouxe novos detalhes sobre o caso Jeffrey Epstein, incluindo registros, fotos e menções ao ex-presidente Donald Trump, após lei que exige maior transparência sobre investigações de tráfico sexual de menores.
Documentos revelaram e-mail de promotor indicando que Trump teria viajado no jato de Epstein mais vezes do que se sabia, com registros apontando pelo menos oito voos entre 1993 e 1996 e presença de Ghislaine Maxwell, além de intimação ao resort Mar-a-Lago buscando registros de emprego ligados ao caso.
Processo de liberação dos arquivos enfrenta críticas por censuras e fragmentação, com pressão por maior transparência, e o Departamento de Justiça ressaltou que menções a nomes não configuram irregularidades criminais, enquanto o caso Epstein segue gerando controvérsias e exposição de conexões com figuras públicas.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) divulgou nesta terça-feira (23) uma nova leva de milhares de documentos, fotos e registros relacionados ao caso Jeffrey Epstein, financista condenado por tráfico sexual de menores. A liberação, que soma cerca de 29 mil páginas, traz à tona novos detalhes da investigação e inclui diversas menções ao ex-presidente e atual candidato à presidência, Donald Trump.
Epstein foi encontrado morto em sua cela em 2019, enquanto aguardava julgamento por comandar um esquema de tráfico sexual.
A divulgação dos arquivos ocorre após uma lei aprovada no Congresso exigir maior transparência sobre o caso. O Departamento de Justiça, no entanto, alertou que alguns dos documentos contêm alegações "infundadas e sensacionalistas" contra Trump, apresentadas ao FBI pouco antes da eleição de 2020.
As menções a Donald Trump nos novos documentos
Um dos pontos de destaque nos documentos é um e-mail interno de um promotor de Nova York, datado de janeiro de 2020, indicando que Donald Trump teria viajado no jato particular de Epstein "muito mais vezes" do que o anteriormente conhecido.
Os registros de voo apontam para pelo menos oito viagens entre 1993 e 1996, em quatro das quais a ex-namorada e cúmplice de Epstein, Ghislaine Maxwell, também estava presente. Em um desses voos, os únicos passageiros listados seriam Epstein, Trump e uma mulher não identificada de 20 anos.
Os arquivos também revelam que uma intimação foi enviada para o resort de Trump em Mar-a-Lago, na Flórida, em 2021, buscando registros de emprego relacionados ao caso de Ghislaine Maxwell.
Maxwell foi condenada em 2021 por tráfico sexual em cumplicidade com Epstein e cumpre pena de 20 anos de prisão.
Contexto do caso e próximos passos
A liberação desses documentos faz parte de um processo contínuo que tem sido criticado pela forma fragmentada e pelas extensas tarjas (censuras) aplicadas.
Parlamentares e defensores das vítimas têm pressionado por uma divulgação mais completa e ágil.
Embora o material traga à tona novas conexões, o Departamento de Justiça reiterou que a inclusão de nomes nos arquivos não implica em qualquer irregularidade criminal.
O caso Jeffrey Epstein continua a gerar controvérsia e a expor as conexões do financista com figuras públicas proeminentes.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


