
Polícia faz operação contra dirigentes do São Paulo
Divulgação/New Balance
Resumo
A operação da Polícia Civil de São Paulo cumpre quatro mandados de busca e apreensão contra esquema de venda ilegal de camarotes no estádio do Morumbi, envolvendo shows e eventos.
A investigação tem como alvos Douglas Schwartzmann, diretor-adjunto de futebol de base, Mara Casares, ex-diretora de eventos e ex-mulher do presidente afastado Julio Casares, e Rita Adriana, suspeita de negociar camarotes clandestinamente; todos negam envolvimento.
O escândalo dos camarotes motiva crise política no São Paulo Futebol Clube, resulta no afastamento de Julio Casares da presidência e faz o clube se declarar vítima, prometendo colaborar com as investigações.
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou na manhã desta quarta-feira (21) uma operação para cumprir quatro mandados de busca e apreensão contra um esquema de venda ilegal de camarotes no estádio do Morumbi.
Entre os alvos da ação estão Douglas Schwartzmann, diretor-adjunto de futebol de base do São Paulo, e Mara Casares, que atuava como diretora de eventos do clube e é ex-mulher de Julio Casares, presidente afastado do cargo na última semana. O clube se posicionou oficialmente como vítima no caso e prometeu colaborar com as investigações.
A operação é um desdobramento do escândalo que veio à tona no fim do ano passado, após o vazamento de áudios que indicavam a comercialização irregular de espaços no estádio para shows e eventos, o que contribuiu para aprofundar a crise política no clube.
Alvos da operação e a crise no clube
Além de Douglas Schwartzmann e Mara Casares, que pediram licença de seus cargos após a divulgação do caso, a operação também tem como alvo Rita Adriana, que, segundo a polícia, era a pessoa responsável por negociar os camarotes de forma clandestina. Todos os investigados negam as acusações.
O escândalo dos camarotes é um dos principais motivos que levaram à abertura do processo de impeachment contra Julio Casares. Na última sexta-feira (16), o Conselho Deliberativo aprovou o seu afastamento da presidência por gestão temerária.
Por meio de nota oficial, o São Paulo Futebol Clube se manifestou sobre a operação e reforçou sua posição de colaborador com a Justiça. Segundo o clube, a instituição é a principal vítima do esquema investigado.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


