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Dólar dispara e Ibovespa recua após Trump anunciar tarifas de 100 % contra China

Mercados reagem com aversão ao risco ao novo capítulo da guerra comercial; real lidera perdas entre emergentes

Da Redação
DA REDAÇÃO

10/10/2025 • 20:25 • Atualizado em 10/10/2025 • 20:25

Dólar fechou em queda e está abaixo dos R$ 5,00

Dólar fechou em queda e está abaixo dos R$ 5,00

Foto: Agência Brasil

Resumo

Dólar e Ibovespa: O dólar comercial encerrou o dia com alta de mais de 2%, cotado a cerca de R$ 5,50, enquanto o Ibovespa caiu 0,73%, fechando próximo dos 140,6 mil pontos.

Impacto das tarifas de Trump: A decisão do presidente dos EUA de impor tarifas adicionais de 100% sobre importações chinesas intensificou as tensões comerciais globais, influenciando negativamente os mercados e a cotação de moedas emergentes, incluindo o real.

Reações e perspectivas futuras: O mercado financeiro reagiu com aversão ao risco, priorizando investimentos mais seguros. A instabilidade nos mercados deve continuar, afetando principalmente setores sensíveis à economia global e a trajetória das taxas de juros no Brasil.

O dólar comercial fechou o pregão desta sexta-feira cotado em cerca de R$ 5,50, com alta superior a 2 %, após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de aplicar tarifas adicionais de 100% sobre importações chinesas a partir de 1º de novembro.

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No mercado acionário brasileiro, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores do país, registrou queda de 0,73%, encerrando o dia perto dos 140,6 mil pontos.

Reação dos mercados: aversão ao risco domina cenário

O anúncio de Trump elevou as tensões entre as duas maiores economias globais, numa escalada da guerra comercial. A medida vem responder aos controles de exportação impostos pela China sobre matérias-primas estratégicas, como as terras raras — essenciais para tecnologia, baterias e defesa.

Com o cenário internacional carregado de incertezas, investidores se desfizeram de ativos considerados mais arriscados, priorizando moedas de refúgio e títulos soberanos. No Brasil, o real foi a moeda emergente mais penalizada, perdendo valor diante da combinação entre fatores externos e domésticos.

Fatores domésticos agravam a pressão

Além da turbulência externa, o mercado brasileiro convive com temores fiscais. A recente derrubada de uma Medida Provisória que buscava tributar aplicações financeiras e reduzir o déficit para 2026 provocou preocupação sobre como o governo iria recompor essa receita.

Outro ponto de atenção é o anúncio de estímulos ao crédito imobiliário e reformas. Embora essas medidas visem dinamizar setores estruturais como a construção civil, acontecem em momento desfavorável, já que a inflação permanece elevada e há dúvidas sobre a trajetória da taxa de juros.

O que esperar daqui para frente

A cotação do dólar pode permanecer volátil nas próximas sessões, especialmente se houver novas declarações ou medidas efetivas entre EUA e China.

O Ibovespa poderá sofrer mais pressão negativa, sobretudo se o cenário fiscal nacional não se estabilizar.

Setores mais sensíveis à economia global — tecnologia, exportação, commodities — tendem a ser mais impactados.

A direção das taxas de juros domésticas dependerá do comportamento da inflação e das ações futuras do Banco Central, em meio ao ambiente de maior risco.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.