
Dinheiro
Marcello Casal JrAgência Brasil
Resumo
Mercado financeiro brasileiro registrou alta do Ibovespa de 1,12%, atingindo recorde histórico, e queda do dólar para R$ 5,0115, impulsionados por sinais de redução de tensões no Oriente Médio e movimentação de capital estrangeiro.
Divulgação do IPCA pelo IBGE mostrou alta de 0,88% em março, acima das expectativas, acumulando inflação de 4,14% em 12 meses, mas ainda dentro do teto da meta oficial de 4,5%.
Expectativa de avanço nas negociações diplomáticas no Oriente Médio e queda do petróleo para abaixo de US$ 100 o barril contribuíram para fortalecimento do real e manutenção do otimismo nos mercados, apesar de não haver garantia de normalização imediata da oferta da commodity.
O mercado financeiro brasileiro reagiu positivamente nesta sexta-feira (10) a sinais de redução de tensões no Oriente Médio. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, fechou em alta de 1,12%, aos 197.324 pontos, renovando o recorde histórico. Já o dólar caiu 1,03%, cotado a R$ 5,0115, o menor nível desde abril de 2024. Está é a primeira vez que o dólar se aproxima dos R$ 5 em dois anos.
No cenário doméstico, a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pelo IBGE, também influenciou os negócios. O indicador subiu 0,88% em março, acima das expectativas do mercado (0,7%). Com isso, a inflação acumula alta de 4,14% em 12 meses, ainda dentro do intervalo da meta, cujo teto é de 4,5%.
Apesar da surpresa negativa com a inflação mais alta, o dado não foi suficiente para interromper o movimento de valorização da bolsa, sustentado principalmente pelo ambiente externo mais favorável e pela entrada de capital estrangeiro.
No mercado de câmbio, o dólar registrou a terceira queda consecutiva na semana, pressionado pela expectativa de avanço nas negociações diplomáticas no Oriente Médio. A percepção de um menor risco geopolítico tende a favorecer moedas de países emergentes, como o real.
Já o petróleo recuou e voltou a ser negociado abaixo de US$ 100 o barril, refletindo o otimismo em torno de uma possível redução das tensões na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global da commodity. Ainda assim, ainda não há a garantia de uma normalização plena da oferta no curto prazo.


