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Dono do Master, Vorcaro não deve depor na CPMI do INSS

Ministro André Mendonça torna presença facultativa e comissão vê risco para continuidade das apurações

Da redação
DA REDAÇÃO

22/02/2026 • 21:00 • Atualizado em 22/02/2026 • 21:00

Daniel Vorcaro

Daniel Vorcaro

Reprodução/Banco Master

Resumo

O empresário Daniel Vorcaro comunicou que não comparecerá para depor à CPMI que apura desvios em aposentadorias e pensões do INSS, após decisão do ministro André Mendonça, do STF, tornar facultativa sua presença tanto na CPMI quanto na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

A Polícia Federal investiga o Banco Master, ligado a Vorcaro, por administrar cerca de 250 mil contratos com aposentados e pensionistas, que foram suspensos pelo INSS por falta de comprovação de autorização dos beneficiários.

A ausência de Vorcaro preocupa integrantes da CPMI, que consideram seu depoimento estratégico, especialmente diante do prazo final da comissão, marcado para 28 de março, sem definição sobre eventual prorrogação dos trabalhos.

O empresário Daniel Vorcaro tem sinalizado que não vai comparecer ao Congresso para prestar depoimento nesta semana à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga desvios em aposentadorias e pensões do INSS. O novo relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal, ministro André Mendonça, determinou que a presença do empresário tanto na CPMI quanto na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado é facultativa.

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Com isso, cabe a Vorcaro optar por comparecer ou não às oitivas. Após o despacho do ministro, o empresário informou que não participaria dos depoimentos, mas a defesa dele havia antes indicado à CPMI disposição para colaborar. A mudança de cenário foi recebida com apreensão por integrantes da comissão.

A investigação conduzida pela Polícia Federal aponta que o Master teria administrado cerca de 250 mil contratos de prestação de serviços voltados a aposentados e pensionistas. Esses contratos foram posteriormente suspensos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por falta de documentação que comprovasse a autorização dos beneficiários.

Comissão teme esvaziamento e prazo se aproxima

O depoimento de Vorcaro era considerado estratégico pela presidência da CPMI. A convocação havia sido anunciada antes do carnaval e, posteriormente, flexibilizada a pedido da defesa. À época, advogados afirmaram que não ingressariam no STF com pedido de habeas corpus para evitar o comparecimento do empresário.

Na reabertura dos trabalhos legislativos, no início de fevereiro, o presidente da comissão, senador Carlos Viana, criticou o que classificou como sucessivas decisões que estariam dificultando a oitiva do empresário. Segundo ele, uma série de medidas teria garantido a Vorcaro um nível de sigilo que, na avaliação do parlamentar, não atende ao interesse público.

A situação ocorre em meio ao prazo final da CPMI. Caso não haja prorrogação, os trabalhos serão encerrados no dia 28 de março. Integrantes do colegiado discutem com a presidência do Senado a possibilidade de renovação das atividades, mas ainda não há definição formal sobre a continuidade das investigações.

A eventual ausência de Vorcaro é vista por parte dos parlamentares como um obstáculo adicional para o avanço das apurações. A decisão do STF, ao tornar facultativa a presença do empresário, alterou o cenário político e jurídico da comissão em um momento considerado decisivo para o andamento do caso.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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