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Daniel Vorcaro comunica defesa que não vai mais comparecer à CPMI do INSS

No entanto, a defesa do dono do Banco Master está insistindo para que Daniel Vorcaro compareça ao depoimento na comissão

CAIÃ MESSINA

20/02/2026 • 11:58 • Atualizado em 20/02/2026 • 11:58

Bastidores de Brasília
Daniel Vorcaro

Daniel Vorcaro

Reprodução

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou à sua defesa que não irá mais comparecer na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes bilionárias que prejudicaram aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

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Segundo apuração da reportagem, Daniel Vorcaro teme ser “hostilizado em voo para Brasília” e não quer usar o avião da Polícia Federal, como disponibilizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), porque “não é criminoso”.

No entanto, o dono do Banco Master ainda avalia o comparecimento na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

No entanto, a defesa do dono do Banco Master está insistindo para que Daniel Vorcaro compareça ao depoimento na comissão. Além disso, negocia condições para eventual depoimento à CPMI e CAE. A ideia é tentar "diminuir a exposição" do banqueiro.

Ida de Vorcaro ao Senado é facultativa, decide Mendonça

Nesta quinta-feira (19), o ministro André Mendonça decidiu que o banqueiro não é obrigado a comparecer aos depoimentos que estão agendados para a próxima semana em comissões do Senado.

O depoimento na CPMI do INSS estava previsto para segunda-feira (23). Já na Comissão de Assuntos Econômicos, foi marcado para terça-feira (24).

Para o ministro, a ida do dono do Banco Master à audiência é facultativa. Vorcaro está na condição de investigado no processo que apura as fraudes no Master. Mendonça é o relator do caso.

Em novembro de 2025, Daniel Vorcaro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, banco público ligado ao governo do Distrito Federal. As fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.

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