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Advogados ligados ao Comando Vermelho são presos no Amazonas

Ação é um desdobramento da Operação Xeque-Mate

AÍSHA MORAES*

06/11/2025 • 12:31 • Atualizado em 06/11/2025 • 12:31

A FICCO/AM é composta pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Estado de Segurança Pública, Polícia Civil do Amazonas, Polícia Militar do Amazonas, Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência, Secretaria de Administração Penitenciária e Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Social.

A FICCO/AM é composta pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Estado de Segurança Pública, Polícia Civil do Amazonas, Polícia Militar do Amazonas, Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência, Secretaria de Administração Penitenciária e Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Social.

Reprodução/ Ministério da Justiça e Segurança Pública

Quatro advogados ligados ao Comando Vermelho, facção criminosa do Rio de Janeiro, foram presos nesta quinta-feira (6) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM). A Operação Roque levou os policiais às ruas para cumprir quatro mandados de busca e apreensão e cinco de prisão preventiva expedidos pela Justiça Federal do Amazonas.

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Segundo a Polícia Federal, a ação busca “desarticular o núcleo jurídico e operacional de uma facção criminosa com atuação no sistema prisional do estado”. A ofensiva é um desdobramento da Operação Xeque-Mate.

Quatro advogados associados ao Comando Vermelho foram presos. De acordo com a investigação, eles seriam integrantes do núcleo jurídico da facção na região de Manaus.

Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB-AM) acompanharam a operação.

Os profissionais estariam utilizando de seus acessos à informação para “manter a hierarquia da organização criminosa dentro e fora do sistema prisional”, através do repasse de bilhetes, ordens e dinheiro da facção, que tem forte atuação na Região Norte.

Equipamentos eletrônicos, mídias digitais, documentos e valores em espécie foram apreendidos e serão submetidos à análise da perícia.

A PF afirmou que os advogados tinham ligação com o traficante Alan do Índio, um dos foragidos da megaoperação no Rio.

*Estagiária sob supervisão de Eduardo Frumento