
Bandeira da Bolívia
Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
O primeiro turno da eleição presidencial na Bolívia é realizado neste domingo (17), e deve marcar o retorno da direita ao comando do país. Pesquisas recentes do instituto AtlasIntel mostraram que o empresário Samuel Medina, do partido Aliança pela Unidade, e o ex-presidente Jorge "Tuto" Quiroga, do Libertad y Democracia, são os favoritos com mais de 20% das intenções de voto. Ambos são representantes da centro-direita.
Desde 2006, a Bolívia é comandada por políticos de esquerda, com o ex-presidente Evo Morales como principal líder. Ele pertence ao partido MAS (Movimento ao Socialismo). Em outubro de 2024, a Justiça ordenou a prisão dele por tráfico de pessoas e abuso sexual de uma jovem de 15 anos.
O escândalo, aliado ao descontentamento da população com a situação econômica do país sob o governo do sucessor Luis Arce, causou um racha entre os representantes da esquerda, que chega com pouca força nas eleições de 2025. As projeções indicam que nenhum dos candidatos irão alcançar o segundo turno da eleição. O próprio Evo Morales recomenda a abstenção.
O principal nome da esquerda, Andrónico Rodriguez, do partido Aliança Popular, aparece com 11,4% de apoio – menos do que a parcela dos que dizem que vão anular ou votar em branco (14,6%).
O novo presidente terá de enfrentar desafios no comando da Bolívia: o país sul-americano encontra-se sem reservas internacionais, com alta da inflação e escassez de alimentos nos supermercados.
A exportação de gás natural, principal motor da economia, está em queda livre desde 2017. Atualmente, quatro em cada 10 bolivianos enfrentam pobreza extrema.
*Sob supervisão de Alexandre Bentivoglio

