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Espanha e França retiram 50 mil pessoas de casa enquanto incêndios avançam

Chamas se aproximam de Madri, governo espanhol declara emergência nacional e pede ajuda da Comunidade Europeia

Eduardo Frumento
EDUARDO FRUMENTO

24/07/2026 • 11:06 • Atualizado em 24/07/2026 • 11:06

Governo francês solicita ajuda de outros países para controlar incêndios florestais

Governo francês solicita ajuda de outros países para controlar incêndios florestais

Foto: REUTERS/Manon Cruz

Incêndios avassaladores, agravados pela terceira onda de calor a atingir a Europa, levaram o governo da Espanha a declarar emergência nacional pela primeira vez por causa das chamas. Nesta sexta-feira (24), a preocupação é maior com a chegada de três grandes focos de fogo que se aproximam de Madri. Áreas foram esvaziadas e a Comunidade Europeia mobiliza ajuda para auxiliar no combate.

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Autoridades afirmaram que a qualidade do ar está em níveis preocupantes em determinadas regiões da capital espanhola e recomendaram que as pessoas procurem lugares seguros. Sete locais de acolhida já foram abertos na região metropolitana. Até 19 mil espanhóis receberam ordens para abandonar as casas por causa do avanço das chamas.

A União Europeia já enviou quatro aviões da Grécia e da Itália para ajudar no trabalho dos brigadistas e Bruxelas disse estar pronta para auxiliar no reforço dos trabalho de combate ao fogo.

Além do forte calor, reforçado pela chegada de ar quente vindo da África e entrando no Mediterrâneo, as equipes ainda precisam lidar com ventos de até 50 km/h. As rajadas espalham as chamas e dificultam os trabalhos dos brigadistas.

O fogo já consumiu 9 mil hectares, algo como 12,6 mil campos de futebol. A área já destruída ultrapassa o total queimado no ano passado, segundo a imprensa espanhola.

FRANÇA EM CHAMAS

A região sudoeste da França também sofre com os incêndios e uma península foi esvaziada. Até 10 mil pessoas deixaram a área em barcos após a ordem do governo local. Cap Ferret é uma área muito procurada por turistas nesta época do ano, por isso, foi necessária ajuda para retirar parte da população que estava no local.

A prefeitura da cidade a 70 quilômetros de Bordeaux afirma que até 40 mil pessoas precisaram sair de casa por causa dos incêndios florestais.

O sul da França tem sofrido nas últimas semanas com o avanço do fogo. As condições adversas são reforçadas pelas mudanças climáticas. O tempo seco e o calor acima da média para esta época do ano reforçam as áreas com risco de queimadas.

O presidente francês, Emmanuel Mácron, anunciou no X, o antigo Twitter, que aviões da Croácia e de Portugal, além de helicópteros da República Tcheca e da Eslováquia, estão a caminho para auxiliar no trabalho de combate ao fogo.

ONDAS DE CALOR

Ondas de calor em sequência e a chegada de uma massa de ar quente vinda da África colocam parte da Europa em alerta. Mais de cinco mil pessoas já morreram em decorrência do calor extremo e junho foi o mês mais quente no velho continente.

O auge do verão e o período de férias escolares está apenas começando e o mês de agosto promete ser quente e movimentado no continente.