
Jornalista foi assassinado pela ditadura militar há 50 anos
Acervo/Instituto Vladimir Herzog
Um acordo entre a Advocacia-Geral da União (AGU) e a família do jornalista Vladimir Herzog será assinado nesta quinta-feira (26) de forma simbólica.
O Estado brasileiro foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em 2018, por não ter investigado, julgado e punido os responsáveis pela tortura e assassinato de Vlado, como era conhecido.
Um pacto assinado no âmbito do processo judicial proposto há cerca de cinco meses pela família dele, prevê o pagamento de indenização por danos morais no valor aproximado de R$ 3 milhões, além de reparação econômica em prestação mensal e continuada à Clarice Herzog, viúva do jornalista.
Em 25 de outubro de 1975, Vladimir Herzog foi de forma espontânea à sede do DOI-CODI - órgão de inteligência e repressão do governo durante a ditadura militar - na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo, após ser procurado por militares, mas não voltou para casa. O então diretor de jornalismo da TV Cultura foi espancado, torturado e morto.
Os militares criaram uma versão falsa de suicídio do jornalista. A morte causou comoção e se tornou um símbolo da resistência com uma marcha silenciosa pela Praça da Sé na missa de sétimo dia do jornalista.
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