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Fachin barra pedido para manter quebra de sigilo de empresa de Toffoli

Presidente do STF seguiu o decano da Corte, Gilmar Mendes, que havia invalidado a decisão da CPI do Crime Organizado

MARCOS ROCHA*

28/03/2026 • 16:51 • Atualizado em 28/03/2026 • 16:51

Fachin barra pedido para manter quebra de sigilo de empresa de Toffoli

Fachin barra pedido para manter quebra de sigilo de empresa de Toffoli

Reprodução: Antonio Augusto | STF

Resumo

Decisão do Supremo Tribunal Federal negou pedido da CPI do Crime Organizado para manter a quebra de sigilo da empresa Maridt Participações S.A., ligada ao ministro Dias Toffoli.

Empresa Maridt Participações tem o ministro no quadro societário, mas é gerida por parentes e realizou negócios com a gestora Reag em conexão ao Banco Master, envolvendo também o resort Tayayá, propriedade da família de Toffoli até fevereiro de 2025.

Recurso da CPI contra anulação da quebra de sigilo, feita por Gilmar Mendes, foi rejeitado por Fachin, que afirmou que a Presidência do STF não revisa decisões individuais de ministros.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, negou um pedido da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado para a manutenção da quebra de sigilo da empresa ligada ao ministro da Corte Dias Toffoli, a Maridt Participações S.A.

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O magistrado é integrante do quadro societário da firma, mas explicou que a gestão é feita por parentes. A Maridt Participações fez negócios com um dos fundos administrados pela gestora Reag, ligada ao caso do Banco Master. A ligação entre as empresas se deu no resort de luxo paranaense Tayayá, do qual a corporação da família de Toffoli era uma das proprietárias até fevereiro de 2025.

A CPI tinha aprovado a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico da Maridt, mas Gilmar Mendes anulou o ato. O colegiado, então, entrou com um recurso solicitando a suspensão da determinação do decano, o que foi rejeitado por Fachin.

Segundo o presidente do STF, esse tipo de decisão não é necessariamente cabível contra decisões individuais de ministros da Corte. “O papel da Presidência do Supremo Tribunal Federal não é o de revisar ou hierarquicamente controlar decisões individuais”, argumentou o magistrado.