
Comunidade reage após anúncio de obra que ameaça escola de 30 anos em Perus
Coletivo Educação em 1° Lugar
Pais, alunos e funcionários da EMEI Dona Alice Feitosa, em Perus, na Zona Norte de São Paulo, foram surpreendidos pelo anúncio de que a unidade poderá ser demolida para dar lugar à construção do CEU Tarcon. A informação apareceu em uma placa instalada em frente à escola, sem que, segundo a comunidade escolar, houvesse comunicação prévia ou consulta às famílias.
Neste ano, a escola completa 30 anos de funcionamento e é considerada uma referência no bairro. A unidade atende crianças de 4 a 6 anos na etapa da pré-escola e é reconhecida por iniciativas como o Conselho Mirim e pelo chamado "projeto de quintal", que privilegia atividades ao ar livre, com amplo contato das crianças com a natureza.
Uma funcionária da escola, que preferiu não se identificar, afirmou que também foi surpreendida pela notícia e que até os profissionais da unidade desconhecem os detalhes sobre a continuidade das atividades.“Ficamos sabendo através da internet, com posts de um deputado e também entregaram folhetos”, afirma a funcionária.
A principal preocupação das famílias é o futuro dos estudantes. Com o recesso escolar se aproximando, pais relatam que ainda não receberam informações sobre onde as crianças irão estudar após as férias ou como será feita a transferência durante as obras.
A mãe de uma aluna de cinco anos, Fernanda Bezerra, afirma que a possível demolição representa uma perda para a comunidade e defende que sejam estudadas alternativas que preservem a escola ou reduzam os impactos para alunos e moradores.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que a EMEI Dona Alice Feitosa será incorporada ao futuro CEU Tarcon, mas não esclareceu se a estrutura atual será demolida. Segundo a administração municipal, durante a execução das obras a escola funcionará provisoriamente em outro espaço, que ainda será definido, para garantir a continuidade das aulas.
O CEU Tarcon terá investimento previsto de R$ 119 milhões e prazo de execução de 18 meses. A Secretaria Municipal de Educação informou ainda que o projeto está na fase de sondagem do terreno e que será realizada uma vistoria cautelar nos imóveis do entorno antes do início das intervenções. No entanto, a pasta não informou quando as obras começarão nem como será feito o remanejamento de alunos e funcionários.
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