O filme “Fjord”, do diretor romeno Cristian Mungiu, é o grande vencedor da Palma de Ouro, principal premiação do Festival de Cannes 2026. O anúncio foi feito em uma cerimônia de gala na noite de sábado (23), último dia da 79º edição do evento, que é conhecido por ser um termômetro do Oscar.
A produção gravada na Noruega apresenta uma sociedade polarizada e que discute aspectos contemporâneos. A colunista de cinema da BandNews FM, Flávia Guerra, destaca a complexidade do filme, mas também da humanidade da história contada, algo que costuma ser um destaque no júri da Riviera Francesa.
Entre a crítica especializada, a produção já se credencia ao Oscar de 2027, com destaque para o diretor romeno que ganhou reconhecimento depois de ser premiado em 2007, também em Cannes, por “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias".
O grande prêmio do júri foi para Andrey Zvyagintsev, cineasta russo, por “Minotauro”, uma produção que fala dos prejuízos para a sociedade russa com a guerra na Ucrânia. Ao subir ao palco, ele pediu o fim do conflito.
Outro destaque para a colunista Flávia Guerra foi o filme espanhol “A bola preta”, que conta três histórias paralelas da guerra civil espanhola.
O Brasil não tinha representantes no prêmio principal, mas participou do festival através de coproduções. Destaque para “Elefantes na Névoa”, do diretor nepalense Abinash Bikram Shah, que ganhou o segundo prêmio mais importante da Mostra Um Certo Olhar.
A Brasil também aparece em parceria com a Espanha, no longa “Seis Meses no Edifício Rosa e Azul” e no curta-metragem Laser-Gato, do cineasta paulistano Lucas Acher e filmado em São Paulo, que ganhou um prêmio de melhor curta de estudantes.
O filme La Perra, uma produção chilena e que conta com o ator Selton Mello, foi premiado com o Palm Dog, que premia a participação dos animais nas produções.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:



