
Cantareira ainda opera com estado de atenção.
Agência Brasil
Com o fim do período de chuvas e com a chegada do outono, cresce a preocupação com a situação dos reservatórios de água de São Paulo, mesmo com a melhora nas últimas semanas.Atualmente, o Sistema Integrado Metropolitano, que soma o volume de todos os reservatórios, registra 56% do volume total. No começo do mês, o nível total era de 49%.A atenção agora se volta, principalmente, para o Sistema Cantareira, que opera com menos de 45% da capacidade.Na posição de consumidor, muitos estão acostumados com a falta de água durante a noite, os moradores de Taipas, na Zona Norte, comemoraram a volta do bombeamento durante as noites.Mas com a chegada do período seco, o receio volta novamente, de acordo com a moradora Ana Paula Medeiros. Desde outubro do ano passado, o governo de São Paulo adotou a medida de reduzir a pressão da água na Região Metropolitana. A proposta foi iniciada após o nível do reservatório do Cantareira registrar o pior índice desde a crise hídrica de 2015.No período, o Cantareira chegou a apenas 27% da capacidade.O sistema é responsável por cerca de 50% do abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo.O Instituto Água e Saneamento tem acompanhado a situação dos mananciais desde 2020. “Em 2023, os reservatórios estavam num nível muito satisfatório, como se não se via há muitos anos, ele chegava a 85%. Com esses níveis de retirada maior da SABESP, o nível do Cantareira caiu 30 pontos percentuais. Isso também foi um recorde”, explica o coordenador de conhecimento e difusão do órgão, Eduardo Caetano. Até por essa demanda e a importância do Cantareira para a Região Metropolitana, a Agência de Águas do Estado de São Paulo tem focado as atenções no sistema nesse início de estiagem.A diretora-presidente da SP Águas, Camila Viana, explica: “a gente tem trabalhado com olhar, dentro desse planejamento, para o Cantareira, para que a gente considere também essa condição hidrológica um pouco diferente do sistema”. Atualmente, o Sistema Alto Tietê opera com 53% da capacidade; o Guarapiranga soma 90%.O Sistema Cotia tem disponível 69% do volume.
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