O roubo de joias da era napoleônica no Museu do Louvre, em Paris, ganhou novos desdobramentos e um caso semelhante no interior da França foi descoberto. O correspondente Felipe Kieling relatou no Jornal BandNews FM que, menos de 24 horas após o crime no museu mais famoso do mundo, outro furto ocorreu em uma instituição cultural no leste do país, em Langres, desta vez envolvendo uma coleção de moedas raras dos séculos XVIII e XIX.
O segundo roubo foi descoberto na manhã de terça-feira (21), quando funcionários chegaram para trabalhar e encontraram uma porta arrombada e uma vitrine quebrada. Segundo o museu, os criminosos sabiam exatamente o que estavam procurando: levaram apenas as peças mais valiosas entre as 1.900 moedas da coleção. A polícia francesa investiga se há ligação entre os dois casos.
A repercussão do roubo no Louvre
O crime no Louvre, no último domingo (19), chamou atenção pela ousadia. As imagens de câmeras de vigilância mostraram os assaltantes fugindo em uma plataforma elevatória com vista para o Rio Sena, em plena luz do dia. O episódio teve grande repercussão internacional e acabou gerando um curioso efeito colateral: uma empresa alemã responsável pela fabricação do equipamento usado na fuga aproveitou a notoriedade do caso para lançar uma campanha publicitária na internet.
A fabricante, chamada Boecker, publicou o slogan: “Se você precisa de um trabalho rápido e carregar até 500 kg de ouro, pode contar com a gente.” A piada dividiu opiniões, gerando críticas e elogios nas redes sociais. Diante da polêmica, a diretora de marketing da empresa afirmou que a ação tinha tom de humor e que ninguém ficou ferido no roubo. “Depois que vimos que não houve vítimas, fizemos piadas internas e pensamos em uma forma de usar a situação de modo leve”, disse.
O elevador usado na ação havia sido vendido à França há cerca de 20 anos e é alugado por empresas locais para obras e eventos. Após a repercussão mundial, o interesse pelo equipamento aumentou, e a Boecker relatou crescimento nas consultas de clientes.
Roubos a museus se tornam mais frequentes
Felipe Kieling lembrou que furtos em museus europeus têm ocorrido com mais frequência, embora poucos ganhem a mesma atenção que o do Louvre. O jornalista citou um caso recente de roubo de amostras de ouro do Museu de História Natural da França, avaliado em 3,5 milhões de reais, e outro episódio em 2021, no Reino Unido, em que um curador do Museu Britânico desviou cerca de 2 mil artefatos históricos.
Para Kieling, os criminosos demonstram audácia e planejamento, explorando brechas de segurança em locais que abrigam verdadeiros tesouros culturais. “Os ladrões certamente perceberam que museus continuam vulneráveis, mesmo depois de um roubo de tamanha repercussão como o do Louvre”, observou.
A polícia francesa reforçou a segurança em museus de todo o país, mas, como destacou o correspondente, os recentes episódios mostram que o mercado de arte e antiguidades continua sendo um alvo atraente — e de altíssimo valor — para o crime organizado.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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