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Museu do Louvre: de fortaleza a palco de roubos lendários; conheça a história

O Museu do Louvre não é apenas um prédio histórico, mas uma instituição vibrante que recebe milhões de visitantes anualmente

Da redação
DA REDAÇÃO

19/10/2025 • 18:29 • Atualizado em 19/10/2025 • 18:29

Museu do Louvre

Museu do Louvre

Reprodução/Pixabay

Poucos lugares no mundo evocam tanto fascínio quanto o Museu do Louvre. Símbolo de Paris e guardião de tesouros da humanidade, como a Mona Lisa e a Vênus de Milo, sua história é tão rica e complexa quanto as obras que abriga.

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Mas como uma fortaleza medieval se transformou no museu mais visitado do planeta? E quais segredos e crimes se escondem em seus corredores?

Das muralhas medievais ao Palácio dos Reis

A história do Louvre começa por volta de 1190, não como um centro de arte, mas como uma fortaleza medieval construída sob o reinado de Filipe Augusto para proteger Paris das invasões vikings. Suas fundações originais ainda podem ser visitadas na ala Sully do museu.

Foi somente no século XVI que o rei Francisco I decidiu demolir a antiga estrutura e construir um suntuoso palácio renascentista no local. Ao longo dos séculos seguintes, monarcas como Henrique IV, Luís XIII e Luís XIV expandiram e embelezaram o palácio, transformando-o na principal residência real da França e no centro do poder.

Foi nesse período que a coleção real, o embrião do acervo atual, começou a ser formada.

A Revolução Francesa e o nascimento do museu

A grande virada na história do Louvre veio com a Revolução Francesa. Com a transferência da corte para o Palácio de Versalhes e a posterior queda da monarquia, a ideia de transformar o Louvre em um museu público ganhou força.

O objetivo, conforme destacam documentos históricos do governo francês, era democratizar a arte, tornando as coleções reais acessíveis a todos os cidadãos.

Assim, em 10 de agosto de 1793, o Muséum Central des Arts de la République abriu suas portas ao público, um marco na história dos museus e um símbolo dos novos ideais revolucionários.

Um novo capítulo foi adicionado em 1989 com o projeto "Grand Louvre", impulsionado pelo então presidente François Mitterrand. A controversa, e hoje icônica, Pirâmide de vidro, projetada pelo arquiteto I. M. Pei, foi inaugurada como a nova entrada principal, fundindo o clássico e o moderno.

Os roubos que chocaram o mundo: quando a arte se torna alvo

Mas a história do Louvre também é marcada por momentos de tensão e vulnerabilidade. A segurança de um acervo tão vasto sempre foi um desafio, resultando em alguns dos roubos mais audaciosos da história.

  • O Desaparecimento da Mona Lisa (1911): O caso mais famoso e que parou o mundo. Em 21 de agosto de 1911, o pintor Louis Béroud notou que o espaço onde a obra-prima de Leonardo da Vinci ficava estava vazio. A princípio, pensou-se que a obra havia sido retirada para ser fotografada. A verdade era muito mais chocante: ela havia sido roubada. O ladrão era Vincenzo Peruggia, um funcionário italiano do museu que acreditava, erroneamente, que a pintura deveria ser devolvida à Itália. Ele simplesmente a escondeu sob seu casaco e saiu. O quadro só foi recuperado dois anos depois, em Florença, e o roubo catapultou a Mona Lisa de uma obra-prima a um ícone global.
  • Joias da Coroa e Artefatos Menores: Embora menos midiáticos, outros furtos ocorreram. Em 1998, um colar do século XIX foi roubado em plena luz do dia. Pesquisadores de criminologia da Université Paris-Saclay analisam como esses eventos forçaram o museu a modernizar drasticamente seus sistemas de segurança. Nos anos 2000, um caderno de desenhos de Jean-François Millet também desapareceu misteriosamente de uma vitrine trancada.

Roubo de joias neste domingo (19)

O roubo de joias e peças históricas do Museu do Louvre, em Paris, neste domingo, 19, lembra o roteiro de um filme hollywoodiano.

Com direito ao uso de pequenas esmerilhadeiras, o apoio de um guindaste e a fuga em scooters, o crime durou apenas sete minutos e envolveu três ou quatro criminosos experientes, de acordo com informações preliminares divulgadas pela polícia francesa.

O Louvre hoje: um patrimônio vivo

Hoje, o Museu do Louvre não é apenas um prédio histórico, mas uma instituição vibrante que recebe milhões de visitantes anualmente. De fortaleza defensiva a palácio real, e de museu revolucionário a ícone da cultura pop, sua trajetória reflete a própria história da França.

E, como o sorriso enigmático da Mona Lisa, o Louvre continua a guardar segredos, provando que suas paredes são tão cativantes quanto a arte que protegem.

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