Resumo
O adiamento da retirada da subvenção de R$ 0,44 por litro de gasolina foi anunciado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, devido à alta recente do preço internacional do petróleo causada pelos conflitos entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, com o Brent subindo de US$ 72 para US$ 78 após novos ataques e ameaças.
A subvenção, implementada em março de 2026 para conter aumentos ao consumidor, foi reduzida parcialmente após cessar-fogo, mas, segundo a colunista Juliana Rosa, o impacto prático foi limitado, pois os preços dos combustíveis seguem elevados e a normalização do mercado doméstico é lenta por insegurança logística e necessidade de recomposição do caixa da Petrobras.
O risco de desabastecimento global é acentuado pela baixa nos estoques estratégicos e pela suspensão das exportações de diesel da Rússia, principal fornecedora para o Brasil, e caso o conflito no Oriente Médio se agrave com bloqueio no Estreito de Ormuz, o preço do barril pode superar US$ 120 devido à escassez internacional.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou, nesta quinta-feira (9), o adiamento da retirada da subvenção de R$ 0,44 por litro de gasolina. A suspensão estava prevista para a próxima semana.
A medida foi motivada pela recente alta dos preços internacionais do petróleo, impulsionada pelos novos ataques entre os Estados Unidos e o Irã no Oriente Médio.
A cotação do barril do petróleo Brent, referência no Brasil, estava em queda, chegando a US$ 72, mas voltou a subir para perto de US$ 78 após novos ataques norte-americanos e ameaças iranianas de fechar o Estreito de Ormuz.
O subsídio foi implementado em março de 2026, no mês seguinte ao início do conflito no Oriente, para amortecer a escalada de preços para os consumidores. Em junho, o governo iniciou uma redução gradual, após os EUA e o Irã anunciarem um cessar-fogo parcial. A redução foi em R$ 0,35 a subvenção do diesel.
Impactos ao consumidor
A colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa, destacou que o auxílio funciona como um pagamento do governo a produtores e importadores para evitar que as altas internacionais sejam repassadas integralmente às bombas de combustível.
A jornalista ressalta que, apesar do benefício de proteção, a percepção dos consumidores é de que a medida teve pouco impacto prático no bolso, uma vez que os combustíveis e outros produtos continuam com preços elevados no país.
Além disso, ela aponta que o mercado doméstico de gasolina e diesel demora mais para se normalizar do que o próprio petróleo cru. Esse processo lento é reflexo direto da insegurança logística global e da necessidade de a Petrobras recompor o caixa após longos períodos mantendo os preços internos congelados.
Os riscos de desabastecimento e os próximos cenários
Segundo Juliana, a situação atual envolve um risco de desabastecimento global ainda mais acentuado do que no início do conflito. Países com grandes estoques estratégicos consumiram as reservas para conter os preços, deixando os níveis atuais extremamente baixos.
O cenário se agrava com o anúncio de que a Rússia, principal fornecedora externa de diesel para o Brasil, suspenderá suas exportações do combustível. Caso a guerra entre os Estados Unidos e o Irã se prolongue e ocorra o bloqueio do Estreito de Ormuz, a jornalista aponta que o preço do barril pode superar rapidamente a marca de US$ 120 devido à escassez internacional.


