
Tesouro Reserva é a nova modalidade de títulos público para investidores
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O Tesouro Nacional lança nesta segunda-feira (11) uma nova modalidade no Tesouro Direto para funcionar como uma reserva de emergência do investidor. O rendimento da aplicação em títulos públicos será diário, com possibilidade de saque 24 horas por dia. O Tesouro Reserva é visto como uma concorrência para os “cofrinhos” e “caixinhas” já tradicionais nos bancos digitais, principalmente.
A aplicação mínima é de R$ 1,00 e o produto já estará disponível para clientes do Banco do Brasil. A partir de agora, outros bancos e corretoras poderão oferecer o produto, que está em teste desde março para clientes selecionados do banco público.
Segundo o governo, R$ 100 mil já estão aplicados no Tesouro Reserva entre os os chamados “investidores cobaias”.
O produto tem liquidação instantânea pelo PIX, 24 horas por dia, sem seguir o horário do mercado como ocorre com outros títulos públicos. Esta modalidade é considerada mais segura porque é garantida pelo próprio governo. O rendimento seguirá a Selic, atualmente em 14,50% ao ano. O investidor pagará Imposto de Renda em cima da rentabilidade.
O produto estava prometido para março, mas novos testes foram necessários para iniciar o sistema com segurança. Uma cerimônia na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, vai marcar o início das operações do novo serviço.
Os economistas indicam que cada pessoa mantenha uma reserva suficiente para cobrir de três a seis meses das despesas recorrentes. Ou seja, uma pessoa que precisa de R$ 1 mil para passar o mês, deveria manter guardado entre R$ 3 mil e R$ 6 mil para ter uma segurança em caso de um contratempo financeiro.
Como os títulos do Tesouro são garantidos pelo governo, são considerados tão seguro quanto a poupança e rentabilizam mais. O novo produto deve rivalizar com os CDIs oferecidos pelos bancos tradicionais, que podem se ver obrigados a aumentar a rentabilidade dos produtos para conseguir novos clientes.
O novo Tesouro Reserva se junta a outros produtos lançados recentemente como o Tesouro RendA+, para planejar a aposentadoria, e o Tesouro Educa+, que planeja os estudos dos menores de idade. Na prática, os produtos captam recursos para o governo, que devolve aos investidores mediante o pagamento de juros. As taxas variam conforme a modalidade.


