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Novo ministro da Previdência assume o cargo em meio a escândalo no INSS

Ex-deputado Wolney Queiroz ocupa a vaga deixada por Carlos Lupi, colega de PDT, que pediu demissão após fraudes bilionárias no instituto

Por Redação
REDAÇÃO

02/05/2025 • 19:40 • Atualizado em 02/05/2025 • 19:40

Ministro Carlos Lupi pediu demissão nesta sexta (2)

Ministro Carlos Lupi pediu demissão nesta sexta (2)

Lula Marques/Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não anunciou se haverá cerimônia de posse para o novo ministro da Previdência, Wolney Queiroz (PDT-PE), que assume a função no lugar do agora ex-ministro Carlos Lupi (PDT-RJ), que pediu demissão em meio às investigações sobre a fraude bilionária no INSS. As irregularidades, que ainda têm a magnitude investigada, superam os R$ 6,1 bilhões. Recursos de aposentadorias e pensões eram desviados sem o consentimento dos beneficiários.

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Wolney Queiroz era secretário-executivo do ministério. Na prática, ele era o número 2 da equipe chefiada por Lupi. O agora ex-ministro se reuniu com o presidente Lula nesta sexta-feira (02) no Palácio do Planalto para comunicar a saída.

Em nota divulgada nas redes sociais, Lupi agradeceu o trabalho dos servidores da pasta.

Confira a nota da íntegra:

"Espero que as investigações sigam seu curso natural, identifiquem os responsáveis e punam, com rigor, aqueles que usaram suas funções para prejudicar o povo trabalhador.

Continuarei acompanhando de perto e colaborando com o governo para que, ao final, todo e qualquer recurso que tenha sido desviado do caminho de nossos beneficiários seja devolvido integralmente.

Deixo meu agradecimento aos mais de 20 mil servidores do INSS e do Ministério da Previdência Social, profissionais que aprendi a admirar ainda mais nestes pouco mais de dois anos à frente da Pasta.

Homens e mulheres que sustentam, com dedicação, o maior programa social das Américas."

Demissão no INSS

O escândalo no INSS já havia provocado a demissão do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. Para o lugar dele foi nomeado Gilberto Waller Júnior.

A investigação sobre o caso apontou que o ex-presidente do instituto ignorou um parecer e assinou a autorização para os descontos em massa para uma das entidades.

A Contag – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – teria desviado R$ 2 bilhões e utilizado empresas de fachada para distribuir os recursos.

Os valores teriam sido movimentados por uma agência de viagens, uma empresa de locação de estrutura para eventos e um buffet, que receberam transferências fracionadas.