O Ministério de Minas e Energia inicia a Sala de Monitoramento do Abastecimento para acompanhar, diariamente, as condições do mercado nacional e internacional de combustíveis.A ideia é ver de perto todo o processo e logística de abastecimento e preços dos principais produtos. A razão por trás da vigilância é o conflito no Oriente Médio, o maior exportador de petróleo do mundo.Atualmente, o Brasil importa aproximadamente 10% da gasolina. Em todo o país, os valores em alguns postos de gasolina já registram aumento de até R$ 1,20.Pela Central de Ouvintes, o motorista de aplicativo Manoel Almeida dá dicas para a hora de abastecer e não pagar mais caro.“O mais importante para não cair em golpe é olhar o preço da bomba, não dos painéis eletrônicos. Pergunta para o frentista o preço da bomba e se tem desconto no pagamento no Pix. Muitos postos aderiram a isso.” O Brasil tem mais de 40 mil postos de gasolina, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.Além disso, há mais de 300 distribuidoras de combustíveis líquidos ainda de acordo com o órgão.“Uma parte desses produtos é produzido no Brasil, a Petrobras é a principal empresa. Parte desse mercado também é abastecido pelos produtos estrangeiros, dependendo da época, do ano, condições de mercado da região do Brasil. Algumas importações já estão chegando ou estão sendo contratadas já a um preço diferenciado porque o barril subiu muito nesses dias”, afirma o Presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, Roberto Ardenghy. De acordo com a ANP, 14 estados registraram aumento no preço médio do combustível entre os dias 1º e 7 de março, em comparação com a semana anterior, de 22 a 28 de fevereiro.Os estados brasileiros com gasolina mais cara eram Rondônia, a R$ 7; Amazonas a R$ 6,97; e Roraima a R$ 6,95. Um novo balanço será divulgado no fim desta semana. A Secretaria Nacional do Consumidor, fez o envio de um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica solicitando a análise de recentes aumentos nos preços dos combustíveis. O pedido foi encaminhado após declarações públicas de representantes informando que distribuidoras elevaram os preços de venda.A justificativa dos postos seria a alta no preço internacional do petróleo, associada ao conflito no Oriente Médio.Até o momento, porém, a Petrobrás não anunciou aumento nos preços praticados em suas refinarias.
Governo monitora alta de combustíveis após conflitos no Oriente Médio
Alta do petróleo no exterior impacta mercado interno; Senacon aciona o Cade para investigar reajustes aplicados por distribuidoras e postos

