
Congresso Nacional
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Resumo
Governo federal aumenta a pressão sobre parlamentares para garantir votação favorável à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e ameaça com demissão de indicados políticos de deputados e senadores que não apoiarem a medida.
Recomposição da base aliada está em curso, com o governo retirando cargos de parlamentares considerados infiéis e redistribuindo-os a aliados.
LDO e impasse fiscal são prioridades do governo, que busca alternativas para cobrir um déficit de R$ 20 bilhões, com medidas como cortes em emendas parlamentares e novos tributos sobre bancos digitais e fintechs sendo consideradas.
O governo federal intensificou a pressão sobre aliados no Congresso antes da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), marcada para quinta-feira (17). A articulação ocorre em meio à fragilidade da base parlamentar e à ameaça de demissão de indicados políticos de deputados e senadores que não votarem com o governo.
O Palácio do Planalto iniciou uma recomposição da base aliada, retirando cargos de parlamentares considerados infiéis e redistribuindo-os a aliados mais próximos.
O movimento é uma tentativa de fortalecer a articulação política antes da votação de um texto considerado essencial para o equilíbrio das contas públicas.
LDO e impasse fiscal
A LDO define as diretrizes do Orçamento da União de 2025 e é tratada como prioridade pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O governo tenta encontrar alternativas para cobrir um rombo estimado em R$ 20 bilhões, provocado pela derrubada da Medida Provisória do IOF, que previa compensações fiscais.
Entre as medidas em análise estão o corte de até R$ 10 bilhões em emendas parlamentares e novos tributos sobre bancos digitais e fintechs, propostas que devem ser discutidas após o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país.
Lula sobre o STF: “Não quero um amigo, quero alguém gabaritado”
Durante viagem à Europa, Lula foi questionado sobre a escolha do sucessor do ministro Luis Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF), que antecipou a aposentadoria. O presidente disse que ainda não definiu o nome e que o principal critério será competência técnica e compromisso com a Constituição.
“Eu quero uma pessoa gabaritada para ser ministro da Suprema Corte. Não quero um amigo, quero alguém que cumpra a Constituição Brasileira. É essa a única qualidade que eu exijo”, afirmou o presidente, em entrevista durante sua passagem por Roma.
Lula deve discutir a indicação com assessores e ministros ao retornar ao Brasil e pretende anunciar a decisão nos próximos dias.
Favoritos para a vaga
Nos bastidores, o nome mais cotado é o de Jorge Messias, atual advogado-geral da União (AGU), apontado como favorito por integrantes do governo e líderes do Congresso.
Também aparecem na lista de cotados o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas — que acompanhou Lula na viagem à Itália — e o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco.
Apesar das especulações, a avaliação entre parlamentares é que a sabatina no Senado deve ocorrer sem grandes obstáculos, mantendo a tradição de aprovar as indicações presidenciais para o Supremo.
O governo aposta na aprovação da LDO e na definição da nova vaga do STF como formas de recuperar a estabilidade política e recompor forças no Congresso nas próximas semanas.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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