
Lula em coletiva para a imprensa durante a reunião do G7
Ricardo Stuckert / PR
O governo brasileiro rebateu nesta quinta-feira (16) críticas do Departamento de Estado dos EUA sobre as negociações acerca do tarifaço. Segundo o secretário de Estado americano, Marco Rubio, o Brasil não abordou as conversas com "boa fé".
Fontes diplomáticas consultadas pela BandNews FM disseram que o governo realizou mais de 30 reuniões com representantes dos Estados Unidos desde o primeiro anúncio das taxas sobre produtos brasileiros. As tratativas ocorreram de forma presencial, virtual e por telefone, na tentativa de evitar a aplicação das sanções.
Na quarta (15), o governo americano confirmou a taxação dos produtos brasileiros em 25% no âmbito de investigações comerciais dentro da chamada Seção 301. A medida entra em vigor na próxima semana.
Segundo essas fontes, dentre os encontros, 11 reuniões contaram com a participação do representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, ou do secretário de Estado, Marco Rubio. As conversas entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump também fizeram parte das negociações e estão entre as 30 reuniões relatadas.
Na avaliação de integrantes da diplomacia brasileiro, a decisão pelas tarifas não ocorreu por falta de diálogo entre os dois países ou por culpa do Brasil. A análise é de que faltou interesse do governo americano em avançar em determinados aspectos nas conversas
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