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Diplomacia do Brasil contradiz Rubio e enumera contatos para evitar tarifas

Diplomatas dizem que série de reuniões desmente versão de que país não tentou negociar novas taxas com Washington

Pedro Henrique Oliveira
PEDRO HENRIQUE OLIVEIRA

16/07/2026 • 13:09 • Atualizado em 16/07/2026 • 13:09

Bastidores de Brasília
Planalto

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Antônio Cruz/Agência Brasil

Fontes diplomáticas brasileiras afirmaram nesta quinta-feira (16) que os governos do Brasil e dos Estados Unidos realizaram mais de 30 contatos oficiais nos últimos meses, em diferentes formatos, desde o anúncio do tarifaço original, na tentativa de evitar a adoção das novas taxas por parte da Casa Branca.

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Reuniões em diferentes formatos

De acordo com essas fontes, os contatos incluíram reuniões presenciais, encontros virtuais e ligações telefônicas entre representantes dos dois países. A contagem abrange conversas técnicas e políticas, que ocorreram ao longo do processo que culminou na decisão sobre as novas tarifas.

Segundo essa mesma fonte, somente com Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, e com o senador Marco Rubio, secretário de Estado americano, ocorreram 11 reuniões. Esses encontros, ainda conforme o relato, fizeram parte do esforço brasileiro para apresentar alternativas e buscar um entendimento com Washington.

As conversas diretas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também entram nessa conta, disseram os diplomatas ouvidos. Na avaliação dessas fontes, o envolvimento de autoridades desse nível mostra que o tema alcançou prioridade na agenda entre Brasília e o governo norte-americano.

Brasil contesta versão do Departamento de Estado

As declarações de diplomatas brasileiros contrastam com a versão divulgada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. A avaliação em Washington é de que as novas taxas teriam sido impostas diante de uma suposta falta de tentativa do Brasil em negociar.

Para uma das fontes ouvidas, essa interpretação não corresponde ao que ocorreu. Segundo ela, as tarifas “não foram impostas por falta de tentativa do Brasil em negociar”, mas sim porque “houve falta de vontade dos Estados Unidos”.

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