
Flávio Bolsonaro se encontrou com Donald Trump na Casa Branca
Divulgação
O levantamento da Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (16), aponta que 51% dos eleitores concordam com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL) de ter pedido o novo tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros. A medida foi confirmada por Washington nesta quinta-feira (15).
Outros 30% dizem concordar com Flávio Bolsonaro, que afirma que pediu a Donald Trump para não impor novas tarifas contra o Brasil. Os que não souberam responder ou não se manifestaram somam 19%.
O percentual dos que concordam com Lula subiu quatro pontos percentuais em comparação com o levantamento anterior, divulgado em junho. Na ocasião, os que concordavam com o presidente eram 47%.
Neste período, a parcela dos que concordam com o argumento de Flávio Bolsonaro recuou, caindo cinco pontos percentuais. Em junho, o percentual era de 35%.
A pesquisa também aponta que 49% dos eleitores concordam com Lula, de que as tarifas são retaliações ao Pix. Outros 33% concordam com Flávio, de que a medida é uma reação às declarações de Lula contra os Estados Unidos.
Além disso, o levantamento mostra que 58% não acham que Flávio Bolsonaro tem força para reverter as tarifas. Ainda conforme a Quaest, 63% acreditam que o tarifaço vai prejudicar a própria vida ou a de familiares. Em junho, eram 55%.
A Genial/Quaest ouviu 2.004 entrevistados, com 16 anos ou mais, entre 10 a 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais (p.p), para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.
Tarifaço de 25%
O governo dos Estados Unidos confirmou, na noite desta quarta-feira (15), a aplicação de um novo "tarifaço" sobre produtos brasileiros. A medida, anunciada pelo Representante do Comércio norte-americano, Jamieson Gree, impõe uma tarifa adicional de 25%, que se soma à alíquota geral de 10% já aplicada às exportações brasileiras para o mercado americano.
A lista completa de produtos que sofrerão impacto ainda não foi divulgada, mas o governo dos EUA já afirmou que café e carne bovina ficarão de fora da taxação. O etanol, por outro lado, já está confirmado na lista de produtos a sofrerem a nova tarifação.
Antes mesmo do anúncio feito na noite desta quarta-feira, o Palácio do Planalto já considerava a adoção das tarifas como certa e estudava medidas de reciprocidade para responder à ofensiva comercial.
Washington justifica a nova imposição tarifária acusando o Brasil de práticas nocivas às empresas norte-americanas em áreas como comércio digital, serviços de pagamento, propriedade intelectual e desmatamento ilegal.
No entanto, o governo brasileiro classifica as tarifas como injustas e rebate os argumentos técnicos utilizados, especialmente as acusações sobre o aumento do desmatamento na Amazônia, cujos números oficiais indicam o contrário.
Durante as rodadas de negociação, que o Escritório do Representante Comercial da Casa Branca (USTR) deu por encerradas nesta semana, as autoridades brasileiras tentaram propor a redução de tarifas sobre o etanol em troca de maior acesso ao açúcar no mercado americano, mas a proposta foi descartada pelos EUA.
Uma nova taxação ainda pode ser aplicada aos produtos brasileiros. O governo dos EUA pode aplicar mais 12,5% de taxas, dessa vez por uma acusação de que o Brasil estaria falhando em proibir ou fiscalizar casos de trabalho forçado. A decisão sobre essa nova taxa está prevista para até o dia 24 de julho.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:

