Ibama autoriza perfuração da Petrobras na Foz do Amazonas após rigorosa análise ambiental
Licença para o bloco FZA-M-059 marca avanço na exploração da margem equatorial; ministro Alexandre Silveira comemora decisão e fala em “soberania energética”

O Ibama concedeu nesta segunda-feira (20) licença ambiental para a Petrobras perfurar um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. A autorização, aguardada há meses pelo governo federal, representa um passo decisivo para o início das atividades de pesquisa na margem equatorial, região considerada estratégica para o futuro energético do país.
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Perfuração começa imediatamente
O poço autorizado está localizado no bloco FZA-M-059, em águas profundas, a cerca de 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas e 175 quilômetros da costa. A perfuração deve começar imediatamente e terá duração estimada de cinco meses.
O Ibama informou que a licença foi concedida após um processo rigoroso de avaliação técnica e ambiental. Em agosto, mais de 400 profissionais participaram de uma simulação de vazamento de óleo no mar, etapa exigida antes da liberação da operação.
Nessa fase inicial, o objetivo é obter dados geológicos e verificar se há petróleo e gás natural em volume comercial — não havendo, portanto, extração nem produção efetiva de óleo neste momento.
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Governo e Congresso comemoram avanço
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, comemorou a autorização e afirmou que a margem equatorial “representa o futuro da soberania energética brasileira”. Segundo ele, o país “não pode abrir mão de conhecer o potencial da região”, que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também celebrou a decisão, ressaltando que o projeto pode impulsionar o desenvolvimento econômico do Norte e do Nordeste do país. O parlamentar foi um dos principais articuladores políticos para destravar o licenciamento ambiental junto ao governo federal.
Potencial econômico e cautela ambiental
A chamada margem equatorial brasileira é uma das áreas mais promissoras do Atlântico, com características geológicas semelhantes às das bacias petrolíferas da Guiana e do Suriname — países que vêm registrando forte crescimento econômico após descobertas recentes de grandes reservas.
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Analistas apontam que a exploração da região pode transformar o Amapá em um novo polo energético, desde que o processo seja conduzido com segurança ambiental e respeito às comunidades locais. O governo federal afirma que o licenciamento seguirá sob monitoramento constante do Ibama.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
