
Prévia do PIB, IBC-Br mostra crescimento abaixo do esperado em agosto
Marcelo Casal / Agência Brasil
Resumo
Crescimento econômico: O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), prévia do PIB, cresceu apenas 0,4% em agosto, abaixo das expectativas de 0,8%.
Taxa de juros: A Selic atingiu 15%, seu maior nível em quase duas décadas, impactando negativamente setores como indústria, construção civil e venda de bens duráveis.
Projeções futuras: A economia brasileira, que cresceu acima de 3% nos últimos anos, deve desacelerar, com uma projeção de crescimento de 2% para 2025 e de 1,5% para o ano seguinte.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, divulgado nesta quinta-feira (16), registrou um crescimento de 0,4% em agosto. O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, que projetava um avanço de cerca de 0,8%.
A divulgação ocorre após meses anteriores de queda na atividade econômica, e o número de agosto reforça a tendência de perda de ritmo da economia brasileira.
Impacto da taxa de juros elevada
A taxa de juros de referência no Brasil (Selic) está atualmente em 15%, o patamar mais alto em quase 20 anos. O patamar elevado do juro encarece o crédito e afeta o crescimento econômico, com seus efeitos se manifestando plenamente após um período de oito a doze meses.
Setores que historicamente dependem mais de crédito têm sido afetados por esse cenário:
- Indústria
- Construção Civil
- Venda de bens duráveis (veículos, eletrodomésticos e móveis)
O setor de serviços, que havia demonstrado maior resiliência em parte devido ao mercado de trabalho aquecido, também começa a mostrar perda de fôlego, com o crescimento em segmentos ligados a custos de salários e mão de obra apresentando estagnação.
A projeção de crescimento do PIB para o ano indica uma desaceleração. A economia, que havia crescido acima de 3% nos últimos anos, deve encerrar 2025 com um crescimento em torno de 2%. Para o próximo ano, a perspectiva aponta para um crescimento menor, na faixa de 1,5%.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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