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Vaticano: Igreja Católica não ajuda ou protege vítimas de abuso

Santa Sé emite uma nota com mais de 100 páginas

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16/10/2025 • 19:29 • Atualizado em 16/10/2025 • 19:29

Igreja Católica não ajuda ou protege vítimas de abuso, afirma Vaticano

Igreja Católica não ajuda ou protege vítimas de abuso, afirma Vaticano

Reprodução: Reuters / Guglielmo Mangiapane

Resumo

Declaração do Vaticano admitiu falhas na gestão de denúncias de abusos na Igreja Católica, reconhecendo a falta de ação adequada e compreensiva em relação às vítimas.

Críticas foram direcionadas à Comissão de Proteção à Criança, estabelecida em 2014 por Papa Francisco, por sua ineficiência em responder e proteger as vítimas, conforme revelado em um documento de mais de 100 páginas.

Práticas do Vaticano em não divulgar os motivos de remoção de bispos e a falta de punição adequada em casos de abusos foram também destacadas, indicando uma persistente relutância em responsabilizar os culpados.

O Vaticano declarou em nota nesta quinta-feira (16) que a Igreja Católica não agiu corretamente com pessoas que denunciaram terem sido vítimas de abusos causados por autoridades ou membros da própria igreja.

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O documento emitido de mais de 100 páginas, cita a Comissão de Proteção à Criança no Vaticano, criada em 2014 pelo falecido Papa Francisco, que critica as autoridades da igreja por não agir com eficiência, rapidez e compressão para oferecer ajuda e proteção as vítimas.

“Em muitos casos, as vítimas relatam que a igreja respondeu com acordos vazios e uma recusa persistentes de se envolver com as vítimas de boa fé”, declarou a Santa Sé.

O Vaticano não costuma divulgar os motivos da remoção de bispos, alegando apenas que o religioso aceitou a renúncia. Nesses casos, não é hábito os sacerdotes receberem punição. Isso acontece até mesmo em casos envolvendo abusos, com a Igreja deixando de responsabilizar quem comete os crimes.

A Igreja Católica é denunciada por casos de abusos sexuais há décadas. A comissão iniciada por Papa Francisco foi a primeira que buscava combater a modalidade de crime na igreja, considerada uma prioridade do papado durante 12 anos. O Papa Leão XIV deu continuidade e se reuniu diversas vezes com representantes do grupo, nomeando um novo presidente para a Comissão de Proteção à Criança no Vaticano.

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