
Crefisa nega irregularidades alegadas pelo INSS
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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) interrompe os contratos com a operadora financeira Crefisa após constatar irregularidades na prestação de serviços aos aposentados e pensionistas. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (21). A Crefisa era responsável pelo repasse dos valores aos beneficiários.
De acordo com nota do INSS, foram identificadas dificuldade ou impedimento no recebimento do benefício, como registros de atrasos, recusas de pagamento e limitações para saque; coação para a abertura de conta corrente e venda casada de produtos; falta de estrutura adequada nas agências bancárias como, filas extensas, ausência de caixas eletrônicos (ATMs) e inadequação do espaço físico; portabilidades indevidas e não autorizadas; falta de um sistema de triagem e emissão de senhas; falta de informações claras e atendimento inadequado.
Além destas irregularidades apontadas, o INSS também afirmou que a operadora financeira recebeu, repetidamente, reclamações que posteriormente foram encaminhadas ao Procon, Ministério Público Federal e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Em nota, a Comissão Especial de Direito Previdenciário da OAB SP afirmou que ‘considera correta e necessária a ação do INSS, que determinou a suspensão cautelar do contrato com a empresa Crefisa S.A’.
O presidente do INSS, Gilberto Waller, que assinou a decisão que autoriza a suspensão preventiva, afirmou que a decisão foi "necessária para cessar as irregularidades e salvaguardar o interesse público, até a conclusão definitiva dos processos de apuração".
Já a Crefisa afirmou, em nota, o desconhecimento das informações divulgadas e alegou que desde 2020 vem prestando um serviço de pagamento de benefícios sem interrupções ou reclamações. Afirmou também que investiu mais de R$1 bilhão de reais em tecnologia e na ampliação e modernização de seus postos de atendimento e que nenhum contrato foi feito sem autorização prévia dos clientes.
A operadora financeira finalizou dizendo que ‘nenhuma empresa, independentemente do seu porte, segmento de atuação ou excelência nos serviços prestados está imune a receber reclamações de seus clientes’.
*Sob supervisão de Roberta Russo

