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SP confirma 9 casos e 2 mortes por intoxicação de metanol em bebidas adulteradas

Secretaria Municipal da Saúde alerta para risco de bebidas adulteradas; sintomas podem ser confundidos com embriaguez comum

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29/09/2025 • 08:35 • Atualizado em 29/09/2025 • 08:35

Resumo

Intoxicações por metanol em São Paulo: A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo monitora nove casos confirmados de intoxicação por metanol, incluindo duas mortes, relacionadas ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas.

Sintomas e alertas de especialistas: Especialistas, como o médico Álvaro Puccinelli, alertam sobre os riscos graves do metanol, como cegueira e danos ao sistema nervoso, e aconselham atenção aos sintomas prolongados de embriaguez para busca rápida de atendimento médico.

Medidas de prevenção e fiscalização: O Ministério da Justiça emitiu recomendações para bares e restaurantes reforçarem a fiscalização sobre a origem das bebidas, enquanto a Secretaria da Saúde e outros órgãos trabalham juntos para prevenir novas ocorrências de adulteração.

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo afirmou que monitora os casos de intoxicação por metanol. Em todo o estado, são nove confirmados, sendo dois deles fatais. As ocorrências estão relacionadas ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas, um problema que preocupa as autoridades sanitárias pela dificuldade de identificação da substância pelos consumidores.

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Especialistas alertam que o metanol, quando misturado a destilados, não altera de forma perceptível o cheiro ou o gosto da bebida. Em alguns casos, pode até transmitir um leve sabor adocicado, confundindo ainda mais quem consome. Os primeiros sintomas, como náuseas e tontura, se assemelham à embriaguez comum, o que atrasa a procura por atendimento médico.

Riscos e sintomas da intoxicação por metanol

Segundo o médico infectologista e diretor técnico de toxicologia do grupo Fleury, Álvaro Puccinelli, os danos causados pelo metanol ao organismo podem ser graves e irreversíveis. “O consumo pode levar à cegueira e provocar lesões permanentes no sistema nervoso central”, explicou. Ele destacou que os rins e o fígado também podem ser afetados, mas que a chance de recuperação desses órgãos é maior quando o tratamento é iniciado rapidamente.

O especialista orienta que o consumidor esteja atento à duração da embriaguez. Se os efeitos ultrapassarem de quatro a seis horas, é sinal de alerta e a pessoa deve procurar atendimento médico. Sintomas como visão turva ou perda de consciência exigem busca imediata por socorro.

Fiscalização e alerta do Ministério da Justiça

No fim de semana, o Ministério da Justiça e Segurança Pública emitiu uma recomendação urgente para bares, restaurantes e demais estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas no estado. O objetivo é alertar sobre o risco de adulteração com metanol e reforçar a fiscalização.

O secretário nacional do consumidor, Paulo Pereira, explicou que, em um primeiro momento, o trabalho é de informação, já que os lojistas também podem ter sido vítimas de falsificadores. “É preciso um cuidado redobrado com a procedência da bebida adquirida. Após a notificação, abriremos investigações para identificar os envolvidos na fraude”, disse.

Cuidados ao consumir bebidas alcoólicas

Os especialistas recomendam que o consumidor dê preferência a produtos de origem comprovada, especialmente no caso das bebidas destiladas vendidas em doses. Já em fermentados, como cervejas, a alteração é mais difícil por conta da necessidade de equipamentos específicos para adulteração.

A Secretaria da Saúde reforça que monitora todos os casos registrados e trabalha em conjunto com órgãos de fiscalização para evitar novos episódios. O Ministério da Justiça defende que a ação integrada entre governo, setor privado e sociedade é essencial para impedir que bebidas adulteradas cheguem ao consumidor final.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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