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Irã afirma que cessar-fogo foi rompido e fecha Estreito de Ormuz novamente

Medida teria sido uma resposta aos bombardeios de Israel que mataram centenas de civis no Líbano

MARCOS ROCHA*

08/04/2026 • 23:48 • Atualizado em 08/04/2026 • 23:48

Bombardeio israelense no Beirute

Bombardeio israelense no Beirute

Reprodução: REUTERS/Mohamed Azakir

Resumo

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, anunciou o fim do cessar-fogo com os Estados Unidos e o fechamento do Estreito de Ormuz, afetando o fluxo de petróleo mundial após bombardeios em ilhas iranianas.

O acordo de suspensão da guerra, firmado entre Irã e EUA, permitiu brevemente o trânsito de petroleiros e previa a interrupção de ataques por duas semanas, incluindo o território libanês, mas foi encerrado devido a alegadas violações de Israel.

O Estado de Israel realizou um grande bombardeio no Líbano contra o Hezbollah, resultando em centenas de mortos e feridos, o que motivou o Irã a declarar punições e preparar respostas militares, apesar de divergências com o mediador Paquistão sobre o alcance do cessar-fogo.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou nesta quarta-feira (8) que o cessar-fogo com os Estados Unidos foi encerrado no território iraniano. Logo após a fala, o país fechou novamente o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo do mundo.

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O país havia firmado a paralisação temporária da guerra com o país americano nesta terça-feira (7), que previa a suspensão de ataques por duas semanas, inclusive no território libanês. A medida previa a liberação do estreito, por onde foram permitidas as passagens de dois petroleiros desde o acordo.

O novo fechamento da passagem marítima para o trânsito de navios comerciais é atribuída pela agência de notícias iranianas Fars a “violações de Israel ao cessar-fogo”. O canal de imprensa também relatou que as ilhas Lavan e Siri, no Golfo Pérsico, foram bombardeadas, mas não foi indicada uma autoria até o momento.

O Estado de Israel realizou nesta quarta o maior bombardeio contra o Líbano desde o início do conflito no Oriente Médio, contra o grupo terrorista Hezbollah. O ataque deixou mais de 200 pessoas mortas e mais de 800 feridas. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o acordo de cessar-fogo não incluía o território líbanês.

A declaração contraria o discurso do Paquistão, mediador do conflito, que afirmou que os ataques seriam interrompidos em todos os campos, incluindo no Líbano.

O regime iraniano declarou que irá punir Israel pelas “ofensivas ao Hezbollah que violaram a trégua”, e as Forças Armadas locais estão identificando alvos para responder aos ataques.

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