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Israel admite que mais de 70 mil palestinos morreram em Gaza

Negociações de cessar-fogo e desarmamento do Hamas permanecem estagnadas

Da redação
DA REDAÇÃO

30/01/2026 • 09:50 • Atualizado em 30/01/2026 • 09:50

Faixa de Gaza

Faixa de Gaza

Dawoud Abu Alkas/Reuters

Resumo

Reconhecimento oficial de Israel aponta mais de 70 mil palestinos mortos na Faixa de Gaza, conforme dados das Forças de Defesa de Israel divulgados pela imprensa local.

Dados publicados indicam mudança de postura israelense e mostram que entre 65% e 70% das vítimas são mulheres e menores de 18 anos, segundo autoridades de Gaza.

Debates sobre cessar-fogo permanecem intensos, enquanto declarações contraditórias entre Donald Trump e porta-voz do Hamas dificultam avanços no acordo de paz.

Pela primeira vez desde o início do conflito, Israel reconhece oficialmente a morte de mais de 70 mil palestinos na Faixa de Gaza, segundo informações divulgadas pela imprensa israelense e atribuídas às Forças de Defesa de Israel (IDF).

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A publicação dos números marca uma significativa mudança de postura, uma vez que os israelenses contestavam os números apresentados pelo Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo grupo terrorista Hamas, bem como por grupos independentes. O governo de Gaza também aponta que entre 65% e 70% das vítimas são mulheres e menores de 18 anos, incluindo muitas crianças.

Os dados surgem em um cenário de intensos debates e pouca evolução nas conversas sobre um cessar-fogo e o desarmamento total do grupo extremista.

Desde o anúncio de um cessar-fogo em outubro do ano passado, os bombardeios não cessaram, resultando em mais de 450 mortes adicionais, segundo o Hamas.

Recentemente, Donald Trump afirmou que o grupo terrorista estaria disposto a se desarmar, abrindo caminho para uma segunda fase do acordo de paz. Contudo, um porta-voz do Hamas desmentiu a declaração, assegurando que não houve qualquer contato ou concordância nesse sentido.