
Premiê de Israel, Benjamin Netanyahu
AFP
Resumo
O governo de Israel expressou profunda indignação após o Hamas liberar apenas quatro dos 28 corpos de reféns israelenses, violando o acordo de cessar-fogo. A situação elevou a pressão política sobre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Um total de 20 reféns vivos foram libertados pelo Hamas e já se encontram em Israel recebendo cuidados médicos. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, advertiu que o país tomará medidas significativas caso haja mais atrasos ou manipulações no acordo por parte do Hamas.
A libertação dos reféns ocorre próximo à cúpula internacional pela paz no Egito, que discutirá o futuro da Faixa de Gaza e o processo de reconstrução pós-cessar-fogo. A presença de Benjamin Netanyahu ainda é incerta, e sua possível participação já gerou ameaças de boicote por parte de Turquia e Iraque.
O governo de Israel reagiu com indignação à decisão do Hamas de liberar apenas quatro dos 28 corpos de reféns israelenses mortos em cativeiro. A medida foi classificada como violação do acordo de cessar-fogo firmado entre as partes e já provocou pressão política interna sobre o premiê Benjamin Netanyahu.
20 reféns vivos já foram libertados e estão em território israelense, sob cuidados médicos. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o país “tomará medidas significativas” se o Hamas atrasar a entrega dos demais corpos ou tentar “manipular o acordo para ganhar tempo”.
“Se o Hamas demorar dias ou agir de forma deliberada para retardar o processo, algo terá que ser feito”, declarou o ministro, sem detalhar que tipo de resposta está sendo considerada.
Reféns vivos passam por avaliação médica
Os 20 reféns libertados foram entregues à Cruz Vermelha e encaminhados à base militar de Reim, no sul de Israel. De acordo com os primeiros relatórios, o grupo está em “condição razoável”, considerando os dois anos de cativeiro sob controle do Hamas.
Autoridades israelenses destacaram que muitos reféns sofreram tortura psicológica, restrição alimentar e isolamento prolongado, mas que as condições gerais de saúde são melhores do que o esperado. Todos passam por avaliações médicas e psicológicas antes de reencontrar as famílias.
Tensão diplomática antes da cúpula no Egito
O episódio ocorre às vésperas da cúpula internacional pela paz no Egito, que deve discutir o futuro da Faixa de Gaza e o processo de reconstrução do território após o acordo de cessar-fogo.
Há expectativa de que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu participe do encontro, embora não haja confirmação oficial. A possibilidade de sua presença já provocou reações: Turquia e Iraque ameaçaram boicotar a reunião caso o líder israelense compareça.
A Turquia, que teve papel importante na intermediação do acordo, é vista como aliada estratégica nos esforços diplomáticos liderados pelos Estados Unidos, Egito e Catar. O presidente turco Recep Tayyip Erdogan, próximo do americano Donald Trump, vem sendo elogiado por Washington pela postura pragmática nas negociações.
A reunião de cúpula deve definir os próximos passos da trégua e discutir a administração civil de Gaza no pós-guerra, em meio à tensão provocada pela decisão do Hamas e à cobrança interna por respostas mais duras de Israel.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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