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João Campos defende Alckmin como vice de Lula em 2026

Em reunião no Palácio do Planalto, presidente do PSB e prefeito do Recife disse ter saído "animado" e "seguro" sobre a manutenção da aliança com o PT para as próximas eleições

Por Redação
REDAÇÃO

11/02/2026 • 01:40 • Atualizado em 11/02/2026 • 01:40

Alckmin e Lula ainda discutem a composição da chapa

Alckmin e Lula ainda discutem a composição da chapa

Ricardo Stuckert/PR

Resumo

Reunião entre João Campos, prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, e o presidente Lula reforçou o desejo do PSB de manter Geraldo Alckmin como vice na chapa presidencial de 2026, consolidando a parceria eleitoral entre PT e PSB.

Negociações políticas envolvem Fernando Haddad, ministro da Fazenda, pressionado pelo PT para disputar o governo de São Paulo, enquanto Alckmin permanece como peça central na composição da chapa presidencial, com alternativas sendo discutidas para seu futuro político.

Relação de confiança entre Lula e Alckmin é considerada fundamental para a continuidade da aliança, com aliados defendendo a manutenção do vice-presidente na chapa, mas também especulando possíveis rearranjos, como Alckmin ao Senado ou entrada do MDB na chapa presidencial.

O prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (10), no Palácio do Planalto, e reforçou o desejo do partido de manter o vice-presidente Geraldo Alckmin na chapa para a disputa presidencial de 2026. Após a conversa, que durou cerca de uma hora, Campos afirmou a jornalistas ter saído do encontro "animado" e "seguro" em relação à parceria eleitoral entre o PT e o PSB.

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Manutenção da aliança PT-PSB

A reunião serviu para alinhar as estratégias e fortalecer os laços entre os dois partidos, que formaram a chapa vitoriosa nas eleições de 2022. Para o PSB, a permanência de Alckmin como vice é vista como um ponto fundamental para a continuidade da aliança. João Campos atuou como o principal porta-voz dessa intenção, levando a posição do partido diretamente ao presidente Lula.

"Relação de carinho e respeito"

Ao sair do encontro, Campos destacou a boa relação entre Lula e Alckmin, afirmando que a decisão final caberá aos dois. Ele minimizou o próprio papel, colocando-se como um interlocutor que expressa a vontade do partido, mas ressaltando a autonomia da dupla presidencial.

"Os dois vão construir isso da melhor forma, há uma relação de carinho e respeito entre eles [Lula e Alckmin]. Não cabe um interlocutor, não é um presidente de partido que vai tratar disso. A conversa é muito franca, muito verdadeira e sempre muito amistosa com o presidente Lula. Ele sabe que para o nosso partido é importante essa construção (manter a vice-presidência)", afirmou o prefeito do Recife.

Negociações para compor a chapa presidencial

As movimentações para a eleição presidencial de 2026 colocam o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), no centro de um complexo xadrez político. Enquanto o PSB, partido de Alckmin, trabalha para garantir sua permanência na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente e o PT pressionam Haddad a disputar o governo de São Paulo.

A estratégia visa fortalecer o palanque governista no maior colégio eleitoral do país, mas esbarra nas vontades e nos cálculos políticos de cada um dos envolvidos. Foi o próprio Haddad quem articulou a união entre os antigos rivais Lula e Alckmin para a eleição de 2022. A lógica dele era a de que, para derrotar Jair Bolsonaro, era preciso "começar a eleição pelo segundo turno", unindo forças que estiveram em lados opostos.

Agora, ele mesmo se encontra no meio de um arranjo que definirá o futuro da aliança.

A pressão sobre Fernando Haddad

O presidente Lula tem declarado publicamente que Haddad, assim como Alckmin, "tem um papel a cumprir em São Paulo". A cúpula do PT acredita que lançar um nome de peso como o do ministro da Fazenda é fundamental para enfrentar o bolsonarismo no estado, hoje governado por Tarcísio de Freitas. A avaliação é que a candidatura de Haddad ao governo paulista em 2022, apesar da derrota, foi decisiva para a vitória apertada de Lula no estado.

Apesar da forte pressão, Haddad tem manifestado resistência à ideia. Ele já afirmou que não pretende disputar eleições em 2026 e que prefere atuar na coordenação da campanha de reeleição de Lula ou se dedicar à vida acadêmica.

Mesmo assim, o presidente do PT, Edinho Silva, e outras lideranças do partido insistem que ele terá um papel eleitoral relevante, mas garantem que "ninguém é candidato contra a própria vontade".

Alckmin e o PT

A relação de lealdade e harmonia entre Lula e Alckmin é vista como um trunfo, com aliados do vice-presidente defendendo o ditado de que "em time que está ganhando não se mexe". Embora o presidente do PT, Edinho Silva, afirme que Alckmin "será candidato ao que quiser", a preferência de Lula por um palanque forte em São Paulo abre espaço para especulações.

Um dos cenários cogitados é uma chapa com Haddad para governador e Alckmin para o Senado.

Outra possibilidade que circula nos bastidores é a entrada do MDB na chapa presidencial, o que deslocaria Alckmin e exigiria uma nova negociação para o futuro do vice-presidente.