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Juliana Rosa: alimentos pressionam menos inflação, mas El Niño preocupa

Inflação de 0,16% em junho fica abaixo das projeções do mercado financeiro, mas previsões indicam nova alta dos preços por causa do clima

Da redação
DA REDAÇÃO

10/07/2026 • 11:54 • Atualizado em 10/07/2026 • 11:54

Resumo

Divulgação do IPCA de junho pelo IBGE mostra inflação de 0,16%, abaixo da expectativa do mercado de 0,31% e menor que os 0,58% de maio, levando o acumulado em 12 meses para 4,64% e proporcionando alívio temporário ao orçamento das famílias.

Redução dos preços em alimentos e combustíveis, como café moído, frutas, carnes, etanol, óleo diesel e gasolina, contribui para o recuo do índice, com destaque para a deflação de 0,24% no grupo de alimentos e bebidas e a diminuição dos custos de transporte.

Contexto internacional de instabilidade no petróleo e discussão sobre energias estratégicas mobilizam o governo, com o presidente Lula liderando reuniões ministeriais para desenvolver o setor de terras raras e minerais críticos, buscando fortalecer o potencial energético brasileiro e atrair investimentos.

A inflação desacelerou em junho e subiu 0,16%, segundo o IBGE. O número do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) divulgado nesta sexta-feira (10) surpreendeu o mercado, que previa uma alta de 0,31%.

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O resultado de junho mostra um expressivo recuo quando comparado com a inflação de maio, que havia atingido 0,58%. Com a desaceleração, o índice acumulado em 12 meses caiu de 4,72% para 4,64%, aliviando temporariamente as pressões sobre o orçamento das famílias brasileiras.

Apesar do alívio, a colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa, alerta que a trégua na inflação de alimentos deve se concentrar apenas no terceiro trimestre. A consolidação do fenômeno climático El Niño ameaça as lavouras, o que deve fazer os preços da alimentação voltarem a acelerar de forma expressiva no final do ano.

Queda nos alimentos e combustíveis puxam recuo

A principal influência positiva para o bolso do consumidor veio do grupo de alimentos e bebidas, que registrou uma deflação de 0,24% no período. Entre os destaques individuais estão as reduções nos preços do café moído (-3,72%), das frutas (-1,58%) e das carnes (-0,64%), que vinham em forte alta nos meses anteriores.

O grupo de transportes também deu fôlego ao índice em junho, beneficiado pela queda nos combustíveis. Os preços do etanol (-3,09%), do óleo diesel (-1,19%) e da gasolina (-0,12%) caíram, reduzindo o custo dos fretes e do transporte individual no país.

Cenário externo acendem sinal de alerta

No cenário internacional, o barril de petróleo do tipo Brent flutua na casa dos US$ 76, em meio ao conflito entre os Estados Unido e o Irã no Oriente Médio. Embora a disputa gere forte insegurança econômica, discussões técnicas em andamento e a queda recente do dólar ajudam a conter uma nova disparada de preços no mercado interno.

Segundo Juliana Rosa, apesar das incertezas energéticas do país, o setor brasileiro tem grande potencial. Nesta semana, o presidente Lula tem reuniões marcadas sobre o desenvolvimento das “terras raras”, áreas que tem minerais críticos, que são importantes para o desenvolvimento de novas tecnologias.

Para consolidar o potencial energético do Brasil frente ao mercado externo, o governo federal monitora alternativas estratégicas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera reuniões ministeriais voltadas para o desenvolvimento do setor de terras raras e minerais críticos, visando atrair novos investimentos