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Juliana Rosa: Anúncio de Haddad foi pouco ambicioso, não houve mudanças estruturais

Colunista repercutiu o anúncio realizado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre as negociações com o Congresso para revogação do aumento da alíquota do IOF

Por Redação
REDAÇÃO

09/06/2025 • 11:43 • Atualizado em 09/06/2025 • 11:43

Juliana Rosa
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Ministro da Fazenda, Fernando Haddad durante entrevista em Brasília

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad durante entrevista em Brasília

Adriano Machado/Reuters

A colunista Juliana Rosa, da BandNews FM, analisou durante a manhã desta segunda-feira (9) o recente anúncio realizado pelo ministro Fernando Haddad (PT), da Fazenda, sobre as negociações com o Congresso Nacional sobre a possível revogação do decreto que aumentou a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

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As recentes medidas anunciadas por Haddad segundo Juliana, foram “pouco ambiciosas” em termos de mudanças no orçamento público. Governo optou por um plano que, segundo o ministro, está mais voltado para o aumento de receitas do que para o corte de gastos.

Entre as medidas anunciadas, destacam-se a possibilidade de rever o aumento do IOF sobre o ‘risco sacado’. Essa operação, comum entre as empresas, especialmente as pequenas, permite antecipar receitas de vendas ou serviços a serem recebidos futuramente, essencial para o capital de giro.

"Os cálculos mostram que o aumento do IOF sobre risco sacado tem um custo em torno de 10 pontos percentuais a mais por ano numa linha de crédito", apontou a especialista destacando o potencial impacto negativo, principalmente em termos de inadimplência para pequenas empresas.

No entanto, o ministro admitiu que as mudanças anunciadas não abordam cortes significativos de gastos, que inclui as discussões sobre "super salários" do funcionalismo e a idade de aposentadoria dos militares, temas já em debate no Congresso que ainda não avançaram.

"Isso é muito triste porque a gente está sempre vendo que vem governo, passa governo, a gente está há 10 anos preso nessa discussão, que é sempre para pagar incêndio de curto prazo", lamentou a colunista ao destacar a necessidade de reformas mais profundas que superem as soluções temporárias e enfrentem os desafios estruturais do Brasil.

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