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Juliana Rosa: economia vive "montanha-russa" após cessar-fogo no Oriente

Mercado ainda aposta em cenário menos pessimista para o conflito, o que segura uma disparada nos preços

Por Redação
REDAÇÃO

09/04/2026 • 12:30 • Atualizado em 09/04/2026 • 12:30

Juliana Rosa
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Petróleo

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Resumo

Alta do preço do petróleo ocorre devido à instabilidade no Oriente Médio, com o barril negociado a US$ 97 após o Irã fechar o Estreito de Ormuz em resposta a ataques de Israel no Líbano, enquanto o mercado aposta em solução para evitar picos anteriores.

Divergência sobre o Líbano causa crise, com Estados Unidos e Israel alegando exclusão do país no cessar-fogo e Irã e Paquistão defendendo inclusão, levando à instabilidade na principal rota global de petróleo e à pressão internacional por resolução, incluindo esforços do presidente dos EUA, Donald Trump.

Risco de minas na água e danos à infraestrutura da região dificultam normalização do fornecimento de petróleo, tornando o processo lento, com impactos persistentes na inflação brasileira e sinais de recuperação econômica, como dólar em queda e alta da Ibovespa.

O preço do barril de petróleo voltou a operar em alta na manhã desta quinta-feira (9), mas ainda se mantém abaixo do patamar de US$ 100, negociado a US$ 97. A volatilidade ocorre em meio a um cessar-fogo frágil no Oriente Médio, que foi abalado após o Irã fechar novamente o Estreito de Ormuz em retaliação a ataques de Israel no Líbano.

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Apesar da incerteza, a visão predominante no mercado é de que a crise caminha para uma solução, o que evita uma escalada nos preços para os picos de US$ 120 vistos anteriormente, segundo a colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa.

Divergência sobre Líbano gera crise

A colunista aponta que o principal ponto de atrito que levou ao fechamento do estreito é a discordância sobre os termos do acordo de cessar-fogo. De um lado, Estados Unidos e Israel afirmam que o Líbano não estava incluído no pacto. Do outro, Irã e Paquistão defendem que o país fazia parte do combinado, o que motivou a retaliação iraniana. A situação no Estreito de Ormuz, por onde escoa 20% do petróleo global, ficou instável, com breves momentos de reabertura.

Apesar da tensão, Juliana avalia que há uma pressão internacional por uma resolução, incluindo um esforço do presidente dos EUA, Donald Trump, para encerrar a guerra, devido ao alto custo político interno.

Segundo a jornalista, esse movimento contribui para manter a cotação do petróleo em patamares mais baixos, refletindo no Brasil com o dólar fechando a R$ 5,10 na quarta-feira (8), menor valor em quase dois anos, e a Ibovespa, bolsa de valores brasileira, batendo recorde.

Caminho para a normalização pode levar anos

Embora o cenário imediato seja de cautela, a normalização do fornecimento de petróleo pode levar meses ou até anos. Segundo Juliana, mesmo com a reabertura do Estreito de Ormuz, existe o risco da presença de minas na água, cuja retirada demandaria um longo trabalho para garantir a segurança da navegação.

Além disso, a infraestrutura da região, como poços de petróleo e refinarias que foram atacadas, sofreu danos significativos. A recuperação da capacidade produtiva aos níveis anteriores à guerra é um processo lento e custoso, mantendo um cenário de alerta para a inflação no Brasil, que já lida com o alto endividamento da população.

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