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Juliana Rosa: Em meio à incerteza, Copom decide juros nesta "Super Quarta"

Decisão do Banco Central é aguardada com apreensão por empresas endividadas

Da redação
DA REDAÇÃO

18/03/2026 • 10:06 • Atualizado em 18/03/2026 • 10:06

Juliana Rosa
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Banco Central apura falhas na fiscalização

Banco Central apura falhas na fiscalização

Agência Brasil

Resumo

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta "Super Quarta" para decidir sobre a taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, em meio a forte insegurança econômica e apostas divididas do mercado sobre possível corte ou manutenção dos juros.

O cenário de apreensão é intensificado pelo alto endividamento das empresas, aumento nos pedidos de recuperação judicial, como GPA e Raízen, e restrição dos bancos na concessão de crédito, levando o Tesouro Nacional a realizar a maior recompra de títulos públicos dos últimos 13 anos diante da saída de investidores.

A divisão no mercado inclui expectativas de corte de 0,50 ou 0,25 ponto porcentual, além de defensores da manutenção da taxa, enquanto o Banco Central enfrenta o desafio de comunicar sua decisão sem ampliar a insegurança em contexto de alta do petróleo e tensões geopolíticas globais.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta "Super Quarta" (18) para definir o rumo da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15% ao ano. A decisão, que será anunciada em Brasília, ocorre em um cenário de alta insegurança na economia brasileira e global, dividindo as apostas do mercado financeiro sobre um possível corte ou a manutenção do patamar atual, considerado um dos mais altos do mundo.

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Cenário de apreensão

A expectativa pela decisão gerou um clima de forte apreensão, principalmente entre as grandes empresas do país. Conforme apurado pela colunista da BandNews FM, Juliana Rosa, o alto nível de endividamento corporativo, que levou a um aumento nos pedidos de recuperação judicial e extrajudicial, como os casos recentes do GPA e da Raízen, elevou a tensão. O relato é que os bancos também estão mais restritivos, segurando a liberação de novos créditos diante das incertezas.

Pressão sobre o Tesouro

Um reflexo direto dessa instabilidade foi a ação do Tesouro Nacional, que realizou na véspera a maior recompra de títulos públicos dos últimos 13 anos. Investidores, temendo prejuízos caso a aposta de queda de juros ao longo do ano não se concretize, começaram a se desfazer de seus papéis. Essa movimentação é crucial, pois os juros futuros, negociados no mercado, servem como base para o custo do crédito para empresas e consumidores.

Divisão no mercado e o futuro

As possibilidades vão desde uma redução mais agressiva, de 0,50 ponto porcentual, até um corte mínimo, de 0,25 ponto. Há ainda uma corrente que defende a manutenção da taxa, o que, segundo Juliana Rosa, poderia agravar o cenário de pânico.

De acordo com a colunista, o desafio do Banco Central é tomar uma decisão e comunicar o futuro sem ampliar a insegurança, em um momento de escalada do preço do petróleo, que ultrapassou os 100 dólares, e de tensões geopolíticas globais.

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