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Juliana Rosa: petróleo dispara e dólar sobe por causa do conflito no Irã

Cotação do barril do tipo Brent chegou a quase US$ 120 nesta segunda (09) e acende alerta para impactos na economia brasileira

Da redação
DA REDAÇÃO

09/03/2026 • 10:10 • Atualizado em 09/03/2026 • 10:10

Juliana Rosa
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Petróleo dispara por causa do conflito no Irã

Petróleo dispara por causa do conflito no Irã

Dado Ruvic/Reuters

Resumo

O aumento do preço do petróleo e a valorização do dólar no Brasil foram impulsionados pela escalada das tensões no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, gerando incertezas sobre a duração e abrangência do conflito no setor de energia, conforme análise da colunista Juliana Rosa.

O barril de petróleo Brent chegou a ser negociado perto de US$ 120 e o dólar comercial abriu cotado a R$ 5,28, refletindo a procura por ativos de proteção diante de riscos de expansão do conflito, ataques a refinarias, paralisações em unidades da Arábia Saudita e Catar, além do temor sobre o possível fechamento do Estreito de Ormuz.

A pressão sobre os preços dos combustíveis no Brasil aumenta, com defasagem de até R$ 2,00 por litro no diesel e R$ 0,70 na gasolina, enquanto a disparada do petróleo e do dólar pode limitar cortes na taxa Selic e adiar o ciclo de redução de juros nos Estados Unidos, mantendo o dólar valorizado globalmente.

O preço do petróleo disparou no mercado internacional e o dólar abriu em forte alta no Brasil nesta segunda-feira (09), em um cenário de crescente risco global. A escalada das tensões no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, impulsiona as cotações e gera incertezas sobre a duração e a abrangência do conflito para o setor de energia, segundo a colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa.

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O barril do petróleo do tipo Brent, referência para a Petrobras, chegou a ser negociado perto de US$ 120 durante a manhã desta segunda-feira (9), e por volta das 9h30 (horário de Brasília) operava acima de US$ 102.

No câmbio, o dólar comercial abriu o dia cotado a R$ 5,28, recuando para a faixa de R$ 5,26 em seguida, mas ainda refletindo a forte procura pela moeda americana como ativo de proteção.

Juliana Rosa aponta que dois fatores são cruciais para entender a volatilidade atual: a duração da guerra e o impacto no fornecimento de energia.

Duração e abrangência do conflito

Relatórios de mercado já tentam calcular a capacidade bélica dos países envolvidos para projetar a extensão da guerra.

Embora haja estimativas de que o Irã poderia ter a capacidade de mísseis reduzida até o início de abril, o país ainda contaria com um forte arsenal de drones, o que prolongaria o confronto.

A maior preocupação, no entanto, está na possibilidade de expansão do conflito, o que aumenta os riscos de abalos na infraestrutura de fornecimento de petróleo e gás globalmente. Já foram registrados ataques a refinarias e paralisações em unidades na Arábia Saudita e no Catar.

Além disso, há o temor sobre o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo.

Impactos no Brasil e cenário de incertezas

No cenário doméstico, a principal consequência é a pressão sobre os preços dos combustíveis. A Petrobras informou que, por enquanto, vai segurar os reajustes, mas a defasagem em relação ao mercado internacional já é gigantesca.

Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a diferença no preço do diesel pode chegar a R$ 2,00 por litro, enquanto na gasolina a defasagem está em torno de R$ 0,70.

A disparada do petróleo e do dólar também pode impactar a política de juros do Banco Central. Como explicou Juliana Rosa, um cenário de inflação pressionada por combustíveis mais caros pode limitar a capacidade do Comitê de Política Monetária (Copom) de promover cortes mais consistentes na taxa Selic, especialmente em um momento de alto endividamento no país.

Outro ponto de atenção é a política de juros nos Estados Unidos. O repasse imediato da alta dos combustíveis para o consumidor americano pode fazer com que o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, adie o início do ciclo de corte de juros, o que manteria o dólar valorizado em todo o mundo.

"Resumindo, o conflito depende diretamente da duração e da extensão dessa guerra", afirmou Juliana Rosa na BandNews FM.

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