A colunista Juliana Rosa, da BandNews FM, analisou durante a manhã desta segunda-feira (23) as consequências de uma possível decretação, por parte do Irã, de fechar a passagem do estreito de Ormuz. O local é rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás natural, por onde passa aproximadamente 24% da produção mundial de barris de petróleo, e a ação pode ser uma retaliação pelos bombardeios realizados pelos Estados Unidos ao território iraniano.
En meio às tensões geopolíticas recentes, o mercado de petróleo tem mostrado uma surpreendente estabilidade, apesar das expectativas de uma alta significativa. Segundo especialistas, o preço do petróleo, que atualmente gira em torno de US$ 76 por barril, teve um aumento moderado de 0,6%. "Eles estão surpreendidos, porque ontem à noite eles imaginavam que o petróleo subiria muito mais", revelou Juliana.
No entanto, as reações do Irã até o momento parecem ser mais contidas. "Há um ceticismo de que o Irã faça uma reação muito radical", explicou.
Além disso, apesar da capacidade de resposta militar do Irã, o país é visto como enfraquecido atualmente, com aliados regionais como Hezbollah, Hamas e os hutts no Iêmen também debilitados por intervenções de Israel e dos Estados Unidos.
A Rússia, que recentemente expressou apoio ao Irã, parece mais interessada em manter sua posição nas negociações internacionais do que em um envolvimento militar direto, especialmente considerando seu conflito com a Ucrânia.
No Brasil, a situação do mercado de petróleo também é acompanhada de perto, especialmente devido aos possíveis impactos nos preços dos combustíveis. Se o preço do petróleo se mantiver no patamar atual, a Petrobras poderia ser forçada a aumentar os preços do diesel em R$0,39 e da gasolina em torno de R$ 0,17.
"A Petrobras não costuma agir rapidamente. Ela espera que haja uma certa estabilidade", mencionou a colunista. Este aumento potencial nos preços dos combustíveis poderia, por sua vez, impactar a inflação no país, que já é uma preocupação existente.
*Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação de Band.com.br.
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