Brasil

Juliana Rosa: previsões de inflação aumentam com disparada do petróleo

Alta do diesel já supera 20% mesmo com subsídios do governo

2 min

06/04/2026 09:51 • Atualizado há 202 dias

Juliana Rosa: previsões de inflação aumentam com disparada do petróleo

O preço do barril de petróleo segue em alta no mercado internacional e pressiona a inflação no Brasil, com reflexos diretos no preço dos combustíveis e alimentos. A principal causa é a expectativa frustrada de um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, que mantém o cenário de instabilidade, segundo a colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa.

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Segundo ela, no Brasil, o primeiro impacto é sentido no diesel, que acumula alta superior a 20% em pouco mais de um mês de guerra, mesmo com uma série de medidas do governo para tentar amenizar o reajuste.

A encruzilhada do Diesel

Apesar dos esforços do governo para conter a alta, a situação do diesel é crítica. Atualmente, o governo zerou o imposto federal (PIS/COFINS) sobre o combustível e oferece subsídios, junto aos estados, que chegam a R$ 1,84 por litro para importadores.

No entanto, a defasagem em relação ao preço internacional é de R$ 2,33. Segundo a colunista, essa diferença faz com que a importação ainda não seja vantajosa, levando grandes distribuidoras a recusar o auxílio e, como consequência, já há relatos de falta de diesel em algumas regiões do país.

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Juliana aponta que o governo enfrenta o dilema de autorizar um aumento por parte da Petrobras e arriscar uma greve de caminhoneiros, o que agravaria ainda mais a crise.

Impacto da inflação na mesa do brasileiro

O aumento dos combustíveis não afeta apenas quem dirige, mas também o custo de vida de toda a população. O setor agrícola é um dos mais atingidos, pois o Brasil importa 85% dos fertilizantes que utiliza, e os preços desses insumos dispararam.

Além do custo de produção, o transporte da safra também fica mais caro. O resultado é uma pressão generalizada sobre os preços dos alimentos. As projeções do mercado financeiro já refletem essa realidade: a previsão para a inflação deste ano subiu para 4,36%, segundo o Banco Central, enquanto há um mês estava abaixo de 4%.

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O que pode acontecer?

De acordo com a colunista, o cenário futuro depende diretamente da resolução do conflito no Oriente Médio. A expectativa dos mercados está voltada para um novo discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na esperança de um anúncio de cessar-fogo. Enquanto a tensão persistir, a tendência é que o preço do petróleo continue elevado.

A jornalista aponta que, por outro lado, o fato de o Brasil ser um exportador de petróleo ajuda a conter uma disparada ainda maior do dólar, que se mantém relativamente estável, amenizando parte do impacto inflacionário. Mesmo assim, as medidas atuais apenas mitigam o problema.

Juliana Rosa: previsões de inflação aumentam com disparada do petróleo