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Juliana Rosa: Tarifaço pode aliviar a inflação temporariamente, mas piorá-la depois

Colunista avaliou os impactos do aumento das tarifas norte-americanas a produtos brasileiros

Por Redação
REDAÇÃO

11/07/2025 • 10:39 • Atualizado em 11/07/2025 • 10:39

Juliana Rosa
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A colunista Juliana Rosa, da BandNews FM, analisou durante a manhã desta sexta-feira (11) os desdobramentos das tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros. A medida, que entra em vigor no dia 1º de agosto, gerou uma onda de preocupações entre empresários e governantes brasileiros.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em declaração recente, afirmou que "se for necessário, vai adotar a lei da reciprocidade, e devolver para os produtos americanos a taxação que está sendo imposta aos produtos brasileiros".

No entanto, o presidente opta, por ora, por um caminho mais cauteloso, preferindo aguardar o prazo inicial para o início da cobrança das tarifas para ver os desdobramentos diplomáticos e comerciais.

Haroldo Ferreira, presidente da Associação Brasileira de Calçados, destacou em conversa a surpresa e a preocupação do setor com o anúncio das tarifas. Além das questões comerciais, há uma preocupação com o impacto econômico interno, especialmente no que diz respeito à inflação.

"Devolver na mesma moeda significaria aumentar a inflação aqui no Brasil", mencionou a colunista, que destacou a preocupação com o aumento nos custos de importação de produtos e peças americanas, em um contexto onde o dólar já apresenta alta.

Outro ponto levantado é a possibilidade de um alívio temporário na inflação devido à sobra de produtos como café e carne, que poderiam ter seus preços reduzidos internamente se diminuísse a exportação para os EUA. No entanto, essa não é vista como uma solução sustentável a longo prazo.

O presidente Lula também se mostrou disposto a auxiliar empresários a encontrar novos mercados para produtos em falta globalmente, como café e carne.

Isso poderia, potencialmente, abrir caminhos para negociações com países como China e Colômbia, que têm demandas específicas que o Brasil poderia atender.

Em meio a essas complexidades, a economia brasileira mostra sinais de desaceleração, como evidenciado pelo crescimento de apenas 0,1% no setor de serviços em maio, conforme dados recentes do IBGE.

O cenário exige prudência e estratégias bem articuladas para enfrentar os desafios econômicos e políticos que a situação impõe.

*Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação de Band.com.br.

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