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Justiça autoriza transferência de líderes do CV no Rio de Janeiro para prisão federal

Determinação anunciada, nesta terça-feira (4), atende a pedido do governo estadual do Rio; detentos teriam articulado rebeliões após megaoperação na Zona Norte

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04/11/2025 • 19:35 • Atualizado em 04/11/2025 • 19:35

Justiça autoriza transferência de líderes do CV no Rio de Janeiro para prisão federal

Justiça autoriza transferência de líderes do CV no Rio de Janeiro para prisão federal

REUTERS/Aline Massuca

Resumo

A Justiça do Rio de Janeiro autoriza transferência de sete membros da cúpula do Comando Vermelho para uma penitenciária federal, após relatório indicar que ordenaram represálias, de dentro da prisão, após megaoperação na Zona Norte do Estado.

Detentos com condenações de até cem anos, incluindo Arnaldo da Silva Dias e Carlos Vinicius Lírio da Silva, estão entre os transferidos, segundo decisão do juiz Rafael Estrela Nóbrega.

Transferências de outros líderes como Wagner Teixeira Carlos e Leonardo Farinazzo Pampuri estão pendentes de mais informações da polícia, enquanto a situação do cabo Riam Maurício Tavares Mota ainda aguarda julgamento.

A Justiça do Rio de Janeiro autorizou nesta terça-feira (4) a transferência de sete dos dez criminosos apontados como membros da cúpula do Comando Vermelho para uma penitenciária federal. A medida atende a um pedido do governo estadual do Rio.

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Um relatório divulgado pelas polícias Civil e Penal mostra que os detentos ordenaram, de dentro da prisão, represálias à megaoperação no Complexo da Penha e do Alemão – que deixou 121 mortos –, em diferentes pontos da capital fluminense.

A determinação do juiz titular da Vara de Execuções Penais, Rafael Estrela Nóbrega, inclui criminosos com condenações de até cem anos de reclusão. Entre eles, Arnaldo da Silva Dias, o Naldinho, Carlos Vinicius Lírio da Silva, o Cabeça do Sabão, Eliezer Miranda Joaquim, o Criam, Fabrício de Melo Jesus, o Bicinho, Marco Antônio Pereira Firmino da Silva, o My Thor, Alexander de Jesus Carlos, Choque, e Roberto de Souza Brito, o Irmão Metralha.

Segundo as autoridades, líderes como Wagner Teixeira Carlos e Leonardo Farinazzo Pampuri, o “Léo Barrão”, devem ser transferidos após a Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro encaminhar mais informações que fundamentam a alteração.

Já a transferência do cabo da Marinha Riam Maurício Tavares Mota, acusado de operar drone para a facção criminosa, depende ainda de julgamento.