
Boulos afirma que laudo divulgado por Marçal é falso
Renato Pizzutto/Band
Resumo
Condenação judicial impôs ao empresário e ex-coach Pablo Marçal o pagamento de indenização de R$ 100 mil ao ministro e deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) por divulgação de informações falsas durante as eleições municipais de 2024 em São Paulo.
Decisão do juiz Danilo Fadel de Castro destacou a gravidade da fabricação de mentiras documentais para prejudicar adversários e ressaltou a utilização das redes sociais por Marçal para amplificar o dano.
Acusações envolveram gestos e expressões pejorativas, além da publicação de um falso laudo médico que indicava uso de drogas por Boulos; Justiça Eleitoral confirmou indícios de falsidade e determinou a remoção do conteúdo, e ainda cabe recurso da decisão.
A Justiça de São Paulo condenou o empresário e ex-coach Pablo Marçal a pagar uma indenização de R$ 100 mil ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República e deputado federal, Guilherme Boulos (PSOL-SP), por divulgar falsas informações durante as eleições para a prefeitura da capital paulista em 2024.
A decisão, proferida na última quinta-feira (29), pelo juiz Danilo Fadel de Castro, pondera que o debate político é assíduo, mas não tolera o desrespeito, nem a prática de crimes.
"Trata-se da fabricação fria e calculada de uma mentira documental para ludibriar o eleitorado e destruir a honra do adversário. O réu agiu com dolo intenso, valendo-se de sua vasta rede de alcance digital para potencializar o dano", escreveu o magistrado.
Na época, Marçal alegou que o adversário usava drogas, fazendo gestos insinuantes e usando expressões pejorativas como "aspirador de pó" e "cheirador".
Ainda durante o primeiro turno, o empresário publicou um suposto laudo médico, com assinatura falsa, indicando que Boulos teria consumido cocaína. A Justiça Eleitoral identificou indícios de que o documento era falso e determinou a remoção do conteúdo das redes sociais.
Procurados pela reportagem da BandNews FM, Pablo Marçal e Guilherme Boulos não se posicionaram sobre o caso. Ainda cabe recurso da decisão.
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