
Kassab e Tarcísio de Freitas
Reprodução/
Resumo
Negativa de submissão marca declaração de Gilberto Kassab, presidente do PSD e secretário de Governo de São Paulo, que reforça o caráter e autonomia do governador Tarcísio de Freitas, destacando reconhecimento e parceria correta com o ex-presidente Jair Bolsonaro durante evento da Amcham.
Resposta de Tarcísio de Freitas nega influência excessiva de Bolsonaro, reafirma autonomia em decisões como a permanência em São Paulo e minimiza possíveis incômodos internos, atribuindo a Kassab papel de dirigente com opiniões próprias, mas alinhado às diretrizes do governo estadual.
Movimentações políticas no PSD envolvem anúncio de Kassab sobre possível saída do secretariado para focar em articulações eleitorais, fortalecimento do partido com a filiação de nomes como Ronaldo Caiado e Eduardo Leite, e consolidação do PSD como principal frente de governadores de centro-direita para as próximas eleições estaduais e nacionais.
O presidente nacional do PSD e atual secretário de Governo do Estado de São Paulo, Gilberto Kassab, negou veementemente nesta sexta-feira (30) ter afirmado que o governador Tarcísio de Freitas seria submisso à família Bolsonaro. A declaração foi feita durante um evento da Câmara Americana de Comércio (Amcham), encontro no qual o político enfatizou que Tarcísio de Freitas possui caráter e age com reconhecimento pelos apoios recebidos, classificando a parceria com o ex-presidente como "correta e adequada".
A clarificação de Kassab sobre a relação Tarcísio-Bolsonaro
Kassab abordou diretamente a polêmica, que surgiu de uma pergunta sobre a suposta submissão de Tarcísio. "Foi ao contrário", afirmou o presidente do PSD. Ele explicou que Tarcísio de Freitas "não era submisso, que ele é uma pessoa que tem caráter, uma pessoa que sabe que reconhecimento é importante, seja na vida pessoal e também na vida política". Kassab defendeu que os gestos de Tarcísio são "corretos, são adequados para alguém que foi ministro, teve oportunidade de ser ministro, que foi lançado e apoiado na sua campanha de governador e, portanto, é mais do que correto essa aliança, essa parceria, esse reconhecimento."
Tarcísio reage e nega submissão
A fala inicial de Kassab havia sido interpretada no meio político, inclusive pelo próprio governador Tarcísio de Freitas, como uma provocação para que o governador não cedesse à influência do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em resposta, Tarcísio rebateu a suposta declaração, reafirmando sua autonomia. "Veja, a decisão, por exemplo, de ficar em São Paulo não tem nada a ver com submissão", declarou o governador. Ele completou dizendo que esta é uma decisão sua "desde 2003", e que Kassab é um "dirigente importante, um dirigente nacional, e aí ele fala como dirigente nacional dentro daquilo que ele acredita". Tarcísio garantiu que, no âmbito do governo, Kassab sempre adere às diretrizes, e que o secretário tem suas próprias opiniões, o que não gera "incômodo nenhum" para a gestão.
Movimentações políticas no PSD e futuro eleitoral de Kassab
Além de abordar a polêmica com Tarcísio, Gilberto Kassab indicou que planeja deixar seu cargo no secretariado de São Paulo para focar na campanha eleitoral. O presidente do PSD ainda expressou que seria "um privilégio servir-se na chapa do governador à reeleição em São Paulo". Kassab é reconhecido como o principal articulador das recentes e significativas mudanças no cenário político, como a migração de Ronaldo Caiado, governador de Goiás, do União Brasil para o PSD. Essa articulação fortalece o PSD com nomes de relevância nacional, como Caiado e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, além do governador do Paraná, Ratinho Júnior, consolidando o partido como uma frente de governadores de centro-direita e posicionando-o para as próximas eleições.
Próximos passos na política
A saída de Gilberto Kassab do secretariado estadual para se dedicar às articulações eleitorais sinaliza um aquecimento no cenário político visando às próximas eleições. Sua presença na chapa de reeleição de Tarcísio de Freitas, caso se concretize, pode trazer um peso político considerável para a disputa em São Paulo. No âmbito nacional, as movimentações de Kassab para fortalecer o PSD com nomes como Ronaldo Caiado e Eduardo Leite indicam a construção de uma alternativa de centro-direita para o pleito presidencial, prometendo novos capítulos na reconfiguração das forças políticas no país.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


