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Kieling: lei portuguesa endurece regras para imigrantes e afeta brasileiros

De acordo com o colunista, o texto segue agora para a apreciação do presidente Marcelo Rebelo de Souza, que tem a prerrogativa de aprovar, rejeitar ou submeter a questão ao Tribunal Constitucional

Por Redação
REDAÇÃO

01/10/2025 • 09:25 • Atualizado em 01/10/2025 • 09:25

Felipe Kieling

A recente aprovação da Lei Imigração Portugal pelo Parlamento — com apoio da coalizão de direita e do partido de extrema-direita, Chega — representa um endurecimento significativo nas regras para imigrantes, afetando de forma notória os brasileiros, segundo o jornalista Felipe Kieling, colunista da BandNews FM.

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De acordo com o colunista, o texto segue agora para a apreciação do presidente Marcelo Rebelo de Souza, que tem a prerrogativa de aprovar, rejeitar ou submeter a questão ao Tribunal Constitucional. Kieling lembra que a primeira proposta já havia sido remetida à Corte, que apontou questões que poderiam ferir a legislação.

Conforme Kieling, a principal mudança para o cidadão do Brasil reside na maior dificuldade de iniciar o processo de permanência no país após uma entrada inicial como turista.

O colunista explica que, por muito tempo, a prática era entrar legalmente com o visto de turista e, a partir de Portugal, solicitar a autorização de residência. Essa flexibilidade, já em processo de restrição, torna-se agora muito mais difícil. Outra alteração destacada pelo jornalista está ligada ao reagrupamento familiar: antes, o residente legal podia iniciar imediatamente o processo para trazer parentes; agora, estabeleceu-se um período mínimo de dois anos de espera.

Kieling aponta, ainda, que o tempo necessário para obter a nacionalidade portuguesa também sofreu alteração. Segundo o jornalista, enquanto a regra geral exige cinco anos de residência para aplicar à nacionalidade, a nova proposta estipula um prazo de sete anos para quem é brasileiro. Todas essas modificações, conforme o jornalista, acontecem no contexto de um crescente debate europeu sobre o aumento da imigração.

Kieling ressalta que Portugal é um dos países mais impactados, com cerca de 15% de sua população composta por imigrantes, sendo o Brasil o país com a maior comunidade, totalizando cerca de 500 mil indivíduos.

O jornalista apresenta o embate: enquanto críticos afirmam que as novas regras são excessivamente severas, especialmente para a reunião familiar, e prejudicam a oxigenação da economia com mão de obra estrangeira; defensores argumentam que o aumento acelerado do fluxo migratório tem exercido uma pressão insustentável sobre os serviços públicos e a sociedade portuguesa.

Em sua análise, Felipe Kieling conclui que o endurecimento regras imigração Portugal é uma resposta à pauta política que tem dado grande visibilidade e apoio à extrema-direita em todo o continente.

O colunista sugere que os governos tentam encontrar um equilíbrio, pois precisam do imigrante para manter o crescimento econômico, mas também precisam responder ao desejo de parte da população por maior controle.

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